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O que são ressincronizadores e marcapassos?

Claudio José Fuganti

O coração tem a função de bombear o sangue para todos os órgãos e tecidos do corpo humano. Recebe o sangue que vem dos pulmões, onde vai buscar oxigênio, e daí o bombeia para o corpo todo. Para o músculo do coração ser capaz de se contrair e relaxar, o coração cria pequenos impulsos elétricos que são conduzidos da metade superior do coração para a metade inferior. Esses pulsos controlam o músculo cardíaco e fazem com que as quatro câmaras (átrios e ventrículos) trabalhem juntas e em harmonia.

Um coração normal bate entre 60 a 100 vezes por minuto, 100 mil vezes por dia. Dependendo da exigência, o coração bate mais rápido ou mais lento. Por exemplo, durante um esforço físico acentuado e emoções fortes, pode bater até a 180 vezes por minuto; durante o sono, a frequência pode cair para 40 batimentos por minuto. E esses extremos são considerados normais em um atleta.

Várias doenças podem ter a indicação de implante de um ressincronizador ou marcapasso: a insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, processos degenerativos provocados por envelhecimento, diabetes, hipertensão, doenças pulmonares crônicas, entre tantas outras. Por causa dessas doenças, o coração pode pulsar mais lento ou de forma irregular, às vezes acelerado, outras lento.

O marcapasso ou ressincronizador pode ser a solução para a pessoa voltar a ter uma vida normal. O paciente recupera-se em pouco tempo após o procedimento de implante. Os sintomas de falta de ar, cansaço, baixa capacidade de esforço costumam desaparecer progressivamente após a cirurgia. Pode haver dor ligeira no local do implante, mas esse desconforto em geral diminui rapidamente e em pouco tempo o paciente não sentirá mais nada.

Mas o que são esses aparelhos? O ressincronizador cardíaco, também conhecido como marcapasso multisítio, é um tipo especial de marcapasso que tem a função de estimular as duas metades inferiores do coração (ventrículos) ao mesmo tempo, corrigindo uma falta de sincronia que existe entre eles e que é responsável por uma redução na força de contração do coração. Diferentemente dos marcapassos habituais, não é necessário o coração ter batimentos lentos para sua indicação, apenas deve haver falta de sincronia e insuficiência cardíaca que não responda a medicações.

O marcapasso e o ressincronizador cardíacos são compostos por um gerador (circuito eletrônico e bateria) e eletrodos, que são fios metálicos revestidos por uma fina camada de silicone. Conectados ao gerador, conduzem a eletricidade para o coração. O ressincronizador cardíaco é utilizado em portadores de insuficiência cardíaca congestiva e dissincronia, quando o tratamento com remédios e outras medidas médicas não são suficientes para melhorar a condição clínica da pessoa e restaurar ao menos em parte a função de contração do coração.

Se o paciente tiver inchaço na região do abdômen e pernas, cansaço e falta de ar aos esforços deve ser orientado pelo médico. É importante que também faça exames regulares, meça a pressão a cada seis meses, se alimente bem com frutas, verduras e legumes, beba bastante água e pratique exercícios físicos.

Claudio José Fuganti é especialista do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (DECA/SBCCV).

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