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Câncer de intestino



Prof. Dr. João Gomes Netinho

Em alguns pacientes portadores de alterações genéticas, o câncer pode ocorrer antes dos 50 anos. O sexo feminino é discretamente mais afetado do que o masculino. O melhor prognóstico do câncer de intestino grosso está relacionado à prevenção e ao seu diagnóstico em fases iniciais. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer são a dieta rica em gorduras e pobre em substâncias com fibras, a falta de exercícios físicos, obesidade e o tabagismo. Sendo assim, os hábitos que previnem o surgimento do câncer são uma dieta rica em frutas, verduras e cereais, o abandono do tabagismo, a realização regular de exercícios físicos e a manutenção do peso ideal.
Outro fator de risco para o câncer de intestino são a história familiar desse tipo de câncer, principalmente de parentes próximos, como avós, pais, tios, primos de 1º grau e irmãos. O desenvolvimento desse tipo de câncer ocorre de duas formas: através do surgimento de lesões pré-malignas, conhecidas como pólipos intestinais, ou através de alterações genéticas e hereditárias.
Aproximadamente 15% dos tumores malignos do intestino grosso estão relacionados à hereditariedade, ou seja, estão presentes em pessoas com alterações genéticas, e são mais comuns em pacientes abaixo dos 50 anos. As duas doenças mais comuns são a polipose adenomatosa familiar (PAF) e o câncer colorretal hereditário não polipóide (HNPCC). A polipose adenomatosa familiar se caracteriza pelo surgimento de milhares de pólipos pré-malignos no intestino grosso devido a um erro genético. Como esses pólipos surgem na infância e adolescência, a chance de um dos pólipos se tornar um tumor de intestino durante a vida do paciente é de 100%. Devido a isso, esses pacientes devem ser submetidos à retirada de todo intestino grosso como forma de prevenção ao câncer.
A busca pela saúde plena e pelo menor sofrimento possível paciente é intensa sempre. Com isso, o avanço da medicina traz inúmeras vantagens, tanto para nós, médicos, quanto para os pacientes. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. 
Essa técnica cirúrgica, que provavelmente representa o maior avanço da cirurgia no último século, depois da descoberta da anestesia está fazendo sucesso na cidade de Rio Preto, em São Paulo, e ganha cada vez mais profissionais adeptos. Pela primeira vez na história da medicina, ela permitiu que o médico pudesse observar o interior do corpo humano com uma abertura mínima, de apenas alguns milímetros.
Com a videolaparoscopia, independente do tamanho da operação, em poucos dias, o paciente retoma suas atividades normais. Além disso, o custo da cirurgia cai significativamente.
A videolaparoscopia é feita com ferramentas cirúrgicas, cuja escala é medida em milímetros. Esses instrumentos são guiados por uma minúscula câmera de vídeo, que mostram imagens em torno de 20 vezes maior e mostradas em um monitor de alta definição, em cores. Com essa tecnologia o cirurgião está equipado para abordar um grande número de doenças, de forma rápida, segura e praticamente indolor. 
Com essas pequenas incisões, existe menor manipulação dos órgãos e, conseqüentemente, a agressão cirúrgica é menor, acarretando enormes vantagens desse método quando comparado com a cirurgia convencional. Ele elimina as internações, as transfusões de sangue e, em muitos casos, até mesmo os pontos. Sem contar os riscos de infecções hospitalares e outros problemas causados pelos cortes invasivos, antes necessários. A esses benefícios soma-se também a menor intensidade da dor pós-operatória, medida diretamente pela mínima quantidade de analgésicos consumida pelos pacientes no pós-operatório.
 
Prof. Dr. João Gomes Netinho é Doutor em cirurgia pela Unicamp, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, especialista em doenças do aparelho digestivo, colon, reto e ânus. 
 

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