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Médica ou Médico: O que você Prefere?



Dra. Silvana Chedid

Estudo inglês afirma que há muito menos reclamações contra as mulheres médicas do que há contra os médicos

O jornal inglês The Independent recentemente deu destaque a um estudo realizado pelo Serviço Nacional de Avaliação Clínica que constatou uma maior satisfação dos pacientes com o atendimento médico feminino.
Na Inglaterra, as médicas são 40% e os médicos 60%. Mas enquanto, em oito anos, foram registradas 3635 reclamações de pacientes contra os médicos homens, contra as médicas mulheres só existiram 873 reclamações.
Será o atendimento das médicas mais atencioso do que os dos médicos?
A favor delas é bom lembrar que as mulheres estão no mercado de trabalho, maciçamente, há apenas algumas décadas e que, culturalmente, são mais delicadas e sensíveis do que os homens, de uma maneira geral. Além disso, até hoje, para galgarem os degraus da escalada de sua profissão, precisam se dedicar muito mais que os homens, já que são frequentemente preteridas na hora da promoção.
A primeira médica formada numa Universidade foi Elizabeth Blackwell, uma inglesa radicada nos Estados Unidos que precisou lutar com unhas e dentes para conseguir seu diploma em 1848.
Mas até meados dos anos 1950, uma mulher médica causava espanto, estranheza e dúvidas quanto à sua competência.Hoje, no Brasil, a nova geração de mulheres já não faz distinção entre médicos e médicas. E, certamente, se sentirá mais à vontade com ginecologistas mulheres, que podem compreender melhor a sua intimidade.
Na área de Reprodução Assistida, a preferência por profissionais mulheres pode estar baseada no fato de que é muito mais fácil para uma mulher compreender a angústia da outra mulher que, preocupada em se realizar profissionalmente, esqueceu-se de que, quanto mais o tempo passa, menor é a possibilidade de engravidar.
E também é muito mais fácil para uma mulher compreender a grande transformação que a gravidez causa não só no corpo, mas acima de tudo, na mente e no coração femininos.
Além de tudo isso, as recentes acusações de assédio sexual por parte de médicos podem fazer com que as mulheres prefiram realmente as médicas para consultas que envolvam sua intimidade e sua sexualidade.

Dra. Silvana Chedid é médica ginecologista e obstetra formada e doutorada pela USP. É especializada em Reprodução Humana pela Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), Diretora da Clínica ChedidGrieco Medicina Reprodutiva e Diretora do Comitê de Reprodução Assistida da SBRH (Sociedade Brasileira de Reprodução Humana).
 

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