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Câncer de estômago: saiba mais sobre a doença que atinge cerca de 21.230 pessoas no Brasil e que pode ser evitada com hábitos saudáveis

O câncer de estômago ou câncer gástrico é a neoplasia maligna que se origina no estômago. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 21.230 novos casos de câncer de estômago do Brasil, sendo 13.360 em homens e 7.870 em mulheres.

Assim como os outros tipos de cânceres, múltiplos fatores são responsáveis pelo seu aparecimento no corpo. Isso ocorre de tal forma que uma célula normal do estômago pode sofrer o processo de carcinogênese (se tornar maligna) e dar origem ao câncer de estômago. Ele pode se espalhar para outros órgãos próximos ou até mesmo distantes, processo que chamamos de metástase.

"É importante saber que um fator de risco não determina o câncer isoladamente, mas aumenta as chances de uma pessoa ficar doente. Existem elementos de risco que não podem ser alterados como: a idade (mais frequente acima de 60 anos), ser do sexo masculino, além dos fatores genéticos. Felizmente, apenas 3% a 5% dos cânceres de estômago são hereditários, ou seja, causados por genes herdados de nossos pais", explica a especialista Tania Moredo, oncologista do Hospital IGESP.

A médica lista outros fatores que desempenham um papel significativo no aumento do risco para o câncer de estômago:
• Fumar;
• Estar acima do peso ou ser obeso;
• Ter uma dieta rica em alimentos defumados, em conserva ou salgados;
• Cirurgia anterior de estômago para úlcera gástrica;
• Consumir álcool;
• Doenças pré-existentes, como anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal) e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori);
• Gastrite crônica e úlceras de estômago mal curadas;
• Trabalhar nas indústrias de carvão, metal, madeira ou borracha;
• Exposição ao amianto;
• Trabalhadores rurais que foram expostos a uma série de compostos químicos, em especial, agrotóxicos.

Vale destacar que essa doença é mais comum no sexo masculino, seja no Brasil ou mundo a fora. O câncer de estômago em homens é o segundo mais frequente nas regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sendo o quarto câncer mais frequente. Já para as mulheres, é o quinto câncer mais frequente nas Regiões Norte e Sul, e ocupa a sexta posição no Centro-Oeste e Nordeste, seguido pela Sudeste, ocupando a sétima posição.

"No início, os principais sintomas são: indigestão, sensação de inchaço após as refeições, azia, ligeira náusea e perda de apetite", pontua a oncologista. Episódios eventuais de indigestão ou azia após uma refeição não significam que você tenha câncer, mas ao se esses sintomas ocorrerem com muita frequência, é importante conversar o quanto antes com seu médico. "À medida que o câncer gástrico avança, pode haver sintomas mais sérios, como: dor de estômago, sangue nas fezes, vômito, perda de peso sem motivo, dificuldade para engolir, olhos ou pele amarelados, inchaço no abdômen, constipação ou diarreia, fraqueza ou sensação de cansaço, azia e náuseas", enfatiza.

Prevenção

Adotar uma dieta saudável com mais frutas e vegetais frescos, que são alimentos ricos em fibras e vitaminas, que pode diminuir o risco de câncer. "Evite alimentos muito salgados, em conserva, curados ou defumados, como cachorro-quente, carnes processadas ou queijos defumados, é importante também manter o seu peso em um nível saudável, não fumar e praticar atividades físicas regularmente", orienta.

Diagnóstico

Os médicos normalmente não fazem exames de rotina para câncer de estômago, principalmente por não ser tão comum. "Para o diagnóstico deste tipo de câncer, é necessário passar em consulta médica para uma avaliação, onde será feita uma análise sobre os sintomas, seu histórico médico e familiar. No consultório será realizado o exame clínico, sendo que podem ser solicitados alguns exames adicionais, como exames de sangue, endoscopia alta (exame de imagem para examinar o estômago), tomografia computadorizada (exame de imagem do interior do seu corpo) e a biópsia (o médico retira um pequeno pedaço de tecido do estômago para examiná-lo ao microscópio em busca de sinais de células cancerosas). A biópsia pode ser feita durante uma endoscopia", esclarece.

Tratamento para o câncer de estômago

O tratamento do câncer de estômago envolve uma equipe multidisciplinar, composta por médico oncologista, cirurgião, radioterapeuta e nutrólogo. De acordo com a oncologista, existem três modalidades de tratamento para esse tipo de câncer: cirurgia, terapia sistêmica (quimioterapia e outras drogas) e radioterapia.

"A cirurgia também é um tratamento comum para o câncer de estômago, especialmente quando está nos estágios iniciais. Dependendo da sua situação, é possível incorporar técnicas cirúrgicas minimamente invasivas ao realizar a gastrectomia para ajudar a diminuir o risco de complicações, encurtar o tempo de recuperação e minimizar a dor. Os cânceres de estômago avançados ou agressivos podem exigir gastrectomia parcial ou total", complementa.

Além disso há outros tratamentos como terapia sistêmica e radioterapia. "A terapia sistêmica é o tratamento que o oncologista faz por meio da quimioterapia, terapia alvo ou imunoterapia. Cada caso é analisado individualmente e planejado de acordo com os princípios da literatura médica especializada no tratamento do câncer. Já a radioterapia é um dos procedimentos mais comuns para o combate ao câncer. A radiação pode ser usada sozinha ou com outros tratamentos, como cirurgia, quimioterapia, hormônios ou terapia direcionada. Vale lembrar que a escolha do tratamento para o câncer de estômago depende do estadiamento da doença, que indica a quão avançada está e o quanto ela se espalhou pelo corpo", finaliza a especialista

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