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O super-homem também precisa prevenir doenças e melhorar sua qualidade de vida

Dr. Modesto Jacobino
Existe uma máxima na faculdade de medicina que diz que as mulheres vão ao médico e os homens morrem. Claro que é uma piada. Mas reflete um pouco da vida real. Por questões culturais o homem se considera um super homem, super potente, acredita que a doença não chegará a ele e não crê em prevenção.
Desde menino o homem aprende que homem não chora, homem não adoece. Por isso cuidar da saúde significa admitir fraqueza. Com essa mentalidade, o homem se esquece do papel fundamental que ele exerce dentro da sua família e da importância de se manter saudável e vivo.
Essa falta de cuidado do homem com a sua saúde pode ser comprovada por estatísticas sobre as proporções de consultas e das diferenças de expectativa de vida entre os sexos. Dados do Datasus apontam que, para cada oito consultas ginecológicas no SUS, acontece apenas uma urológica. As mulheres, desde meninas vêem suas mães irem ao médico e copiam o comportamento. Os homens não. Eles só buscam os hospitais para se internar e isso gera custos para o sistema de saúde, além de problemas emocionais para ele e sua família.
A negação dos homens em procurar ajuda médica dificulta a prevenção de doenças, estimula a automedicação e as soluções caseiras, que podem acelerar o desenvolvimento de doenças tratáveis.
Dados do Ministério da Saúde informam que a mulher brasileira vive, em média, seis a sete anos a mais do que os homens. A taxa de mortalidade masculina é maior do que a feminina em todos os grupos de idade e alguns fatores apontam para esta realidade. Entre os inúmeros fatores externos - violência, acidentes e doenças diversas -, está a falta de acompanhamento médico.
O Ministério da Saúde está implantando uma Política Nacional para a Saúde do Homem, plano que está sendo totalmente apoiado pela Sociedade Brasileira de Urologia, com seu Movimento pela Saúde Masculina, carreta-consultório que está viajando por várias cidades do País.
O homem precisa cuidar de sua saúde. Precisa fazer controle e a prevenção de doenças cardíacas, das ligadas ao metabolismo – como diabetes – e das urológicas, como os problemas da próstata e questões ligadas à sexualidade – como a disfunção erétil e a andropausa – tão importantes para uma boa qualidade de vida.
Dr. Modesto Jacobino é Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia
Prof. de Urologia da Universidade Federal da Bahia.
 
 
 

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