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Asma mal controlada impacta na qualidade de vida e traz riscos à saúde

O próximo dia 21, sábado, marca o Dia Nacional do Combate à Asma, doença inflamatória crônica das vias aéreas que atinge cerca de 235 milhões de pessoas no mundo¹. No Brasil, estima-se que 10% dos adultos e 20% das crianças e adolescentes² sofram com os sintomas da doença. Apesar de haver hoje mais acesso aos medicamentos e às informações, isso não se traduz no tratamento correto da doença, o que coloca em risco a vida dos pacientes, principalmente dos que possuem um quadro de asma moderado a grave.

Responsável por cerca de 2.500 óbitos por ano no país, a asma é ainda a 3ª causa de hospitalização entre crianças e adultos jovens². O numero reflete o comportamento de risco ao tratar somente as crises ao invés de controlar a doença. O Dr. Fabio Castro, alergista e imunologista do Instituto de Medicina Avançada de São Paulo, esclarece as principais duvidas sobre a doença e faz um alerta para a importância do tratamento continuado.

- O que é asma?

Dr. Fabio Castro: A asma é uma doença inflamatória que dificulta a passagem do ar pelas vias respiratórias até os pulmões. Essa condição compromete a respiração e pode gerar uma série de complicações para o paciente, caso não esteja controlada.

- Quais os principais sintomas?

Dr. Fabio Castro: Falta de ar, tosse e chiado no peito são os principais sintomas. Eles podem ocorrer isolados ou ao mesmo tempo.

- A asma é uma só?

Dr. Fabio Castro: Não, existem diversos tipos de asma e cada uma requer um tratamento específico. Podemos classifica-la pela gravidade e controle, variando entre crises leves e esporádicas até sintomas mais intensos e muito frequentes. Há também uma diferenciação com relação ao seu aparecimento e foco alérgico. A asma pode surgir na infância ou na fase adulta, com componente alérgico e não alérgico, podendo evoluir de forma mais grave se não tratada adequadamente.

- O que causa?

Dr. Fabio Castro: A principal causa é a exposição a substâncias e agentes alérgenos como ácaros, fungos, poluentes, infecções virais. Mas cada pessoa apresenta fatores desencadeantes e irritantes diferentes. Por isso, é muito importante entender o que causa seus ataques e, assim, reduzir o contato com esses agentes, além de buscar o tratamento mais adequado para cada caso.

- A asma tem cura?

Dr. Fabio Castro: Não. A asma é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. Um paciente asmático será sempre asmático. Mas é possível ficar longe das crises desde que a doença esteja controlada. Evitar o contato com os agentes desencadeadores da asma, conhecer a doença, fazer a técnica inalatória correta, acompanhamento periódico de um especialista e o tratamento adequado com boa adesão são fundamentais para controlar a doença e proporcionar uma vida próxima da normal.

- Qual é a prevalência da doença? Há uma idade em que ela é mais comum?

Dr. Fabio Castro: Temos poucos estudos sobre prevalência da asma no Brasil. Estima-se que cerca de 10% para os adultos e 20% para as crianças e adolescentes sofram com a doença. Existem dificuldades para o diagnóstico de asma nos primeiros anos de vida. Desta forma, só após os 3 anos idade conseguimos nos aproximar mais do diagnóstico de asma.

- Há alguma contraindicação para quem tem asma? Como evitar as crises?

Dr. Fabio Castro: Desde que a doença esteja sob controle, o asmático pode ter uma vida normal. Igual a qualquer outra doença crônica como diabetes e hipertensão. Para manter a asma controlada e evitar as crises, além de manter o tratamento medicamentoso, é preciso alguns cuidados ambientais como manter o ambiente limpo e arejado; evitar carpetes, tapetes, cortinas, bichos de pelúcia; colocar capas antiácaros nos colchões e travesseiros; evitar produtos de limpeza de cheiro forte; proibir o fumo dentro de casa; limpar filtros de ar condicionado semanalmente.

- Como é o tratamento? A pessoa que se trata vive normalmente ou tem algumas limitações?

Dr. Fabio Castro: Apesar de não ter cura, ter a asma sob controle é imprescindível para que a pessoa tenha qualidade de vida e fique longe das crises. Para isso, fazemos um tratamento focando diversos aspectos:

1 Ambiental: adotar medidas que diminuam o contato com os fatores desencadeantes da inflamação: como alérgenos inaláveis;

2 Tratamento: uso de medicamentos de manutenção para tratar a inflamação como os corticoides inalados, associado ou não a broncodilatadores de longa ação nos casos de asma moderada e graves. Além disso, para os casos mais graves e com presença de componentes alérgicos, em que não se atinge o controle da doença com o tratamento otimizado, existe a indicação de uma terapia anti IgE, anticorpo responsável por iniciar as reações alérgicas;

3 Resgate: uso pontual de medicamentos para as crises com broncodilatadores de curta ação. Todos os medicamentos são usados preferencialmente pela via inalatória.

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