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ENTREVISTA COM DR. ADILSON COSTA: CUIDADOS COM A PELE DEVE SER PREOCUPAÇÃO O ANO INTEIRO

Especialista dá dicas de proteção e de prevenção dermatológica

A pele é o órgão mais sensível do corpo humano e um dos mais extensos (são 2,5 metros, em média). É natural, portanto, que ela esteja mais vulnerável às agressões ambientais e climáticas do nosso dia-a-dia.

Neste verão, o uso de protetor e bloqueador solar continua a ser um item indispensável que faz sucesso nas praias. Mas, e depois do verão?
Dr. Adilson Costa, Coordenador dos Ambulatórios de Acne e Dermatologia Estética e Coordenador do Núcleo de Pesquisa Clínica em Dermatologia da PUC CAMPINAS e Mestre em Dermatologia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, explica como a proteção da pele deve ser uma preocupação em todas as estações do ano. 

Quais as recomendações básicas para a proteção da pele em um País tropical como o Brasil?
Para a manutenção de uma pele bem cuidada no Brasil é necessário uma fotoproteção constante e uma hidratação cutânea, com produtos hidratantes produzidos para cada tipo de pele. Além disso, é recomendável banhos rápidos, com água morna e pouco sabonete, que também ajudam na hidratação da pele em países tropicais.
A exposição ao sol ajuda na produção de vitamina D no organismo. Como conciliar esta exposição com a fotoproteção?
A pouca exposição ao sol em áreas não fotoprotegidas com os protetores solares e a ingestão de alimentos com vitamina D já são o suficiente para manter os níveis dessa vitamina no organismo. Lembramos que a Vitamina D é essencial para a prevenção da osteoporose. 

Qual o tipo de alimentação que ajuda na proteção da pele e na produção da Vitamina D?
Principalmente os vegetais de folhas muito verdes, como brócolis, espinafre e couve, que são fontes ricas em vitamina D. Alguns trabalhos mais recentes mostram que o consumo diário de alimentos ricos em ômegas 3 e 6, vitamina E, e alguns probióticos ajudam a fotoproteger a pele do corpo. Porém, eles não são suficientes para uma proteção completa como fazem os fotoprotetores disponíveis no mercado.

Quais os principais sinais de fotoenvelhecimento da pele e por que isso acontece?
São as manchas (escuras ou esbranquiçadas), rugas superficiais e linhas de expressão. Com o passar dos anos, as rugas profundas surgem e vão se associando à flacidez cutânea e a esses sinais anteriores, compondo o fotoenvelhecimento. Tudo isso ocorre porque a radiação solar, principalmente os raios ultravioletas UVA, destrói o material genético das células da pele. Isso faz com que os melanócitos passem a produzir melanina exageradamente (ocasionando manchas escuras), param de produzir tal pigmento (ocasionando as manchas esbranquiçadas) e destroem as fibras colágenas e elásticas da derma (favorecendo o surgimento de flacidez e rugas).
Por que as pessoas de pele clara apresentam mais sinais de fotoenvelhecimento do que as de pele morena?
Porque a capacidade de produção de melanina é menor. A melanina age como uma defesa natural da pele contra os danos causados pelos raios ultravioletas.

Os sinais de fotoenvelhecimento da pele são um convite para a instalação do câncer de pele?
Sem dúvida! O câncer de pele é uma manifestação séria e preocupante decorrente do fotoenvelhecimento, que surge principalmente devido aos raios ultravioletas UVB. Em resumo: o fotoenvelhecimento, geralmente, está associado ao surgimento do câncer de pele.

O uso de protetores solares deve ser feito no inverno também?
Sim. Embora a temperatura ambiental seja bem menor, os raios ultravioletas UVA e UVB continuam a agir em quantidades muito próximas dos dias ensolarados.

Com as mudanças climáticas e o aquecimento do planeta, segundo especialistas, como a atual geração de crianças deve se proteger? E os adultos?
Para crianças, é obrigatório o uso de fotoprotetores a partir dos seis meses. Um pediatra poderá indicar a melhor opção ideal para cada criança. Na idade adulta, o uso é diário, com retoques a cada duas horas. O ideal é que os fotoprotetores tenham filtros solares com amplo espectro de ação contra os raios UVB e a UVA.
 
Finalizando, faça uma comparação da necessidade de proteção solar há 30 anos e a época atual?
Com o passar dos anos, houve maior incidência de radiação ultravioleta na superfície da Terra - daí a necessidade da utilização diária de fotoprotetores tornar-se rotina. Há um dado interessante a destacar: a moda. Hoje, as roupas estão cada vez mais curtas e aconteceu uma valorização do culto à pele morena, aumentando, dessa forma, a exposição de áreas da pele à radiação solar, destruindo células e estruturas nobres da cútis. Devido a esses fatores conjugados e outros, a indústria farmacêutica desenvolveu produtos que possuem filtros potentes, de cosmética agradável e eficácia comprovada, que são convite à fotoproteção consciente. O sol continua a agir, mas os tempos são outros.

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