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Fimose: operar ou não?

Define-se como fimose quando a pele do prepúcio fecha e não permite a exposição da glande. Pode ocorrer em graus variados e difere em dois tipos: verdadeira, quando decorrente de inflamação ou cicatriz, e fisiológica, quando a derme tende a abrir ao longo do tempo.

Em casos de fimose fisiológica, as crianças nascem com prepúcio apertado e a separação ocorre naturalmente ao longo do tempo, em torno de 5 a 7 anos de idade. Já a fimose patológica ocorre devido à infecção ou inflamação. A retração do prepúcio pode levar a hemorragia, cicatrizes e trauma psicológico para o menino e os pais. Se houver inchaço ou dificuldade ao urinar, requer tratamento o mais precoce possível.

Nos primeiros anos de vida, uma retração gentil e a correta higiene íntima durante a troca de fralda ou banhos são suficientes para evitar o problema. Uma vez que o garotinho cresce e o prepúcio retrai totalmente, ele aprenderá a recolher, limpar e secar a área como parte de sua rotina.

Circuncisão

Há controvérsias quanto à circuncisão em recém-nascidos. Por um lado, trata-se de uma cirurgia desnecessária quando se trata de crianças saudáveis. Ao mesmo tempo, é realizada na maioria dos países do mundo como uma prática preventiva, de acordo com o Dr. Fernando Korkes, urologista e membro da Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo (SBU-SP).

Há uma série de estudos relacionando a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis em países em desenvolvimento com a prática da circuncisão, com a diminuição no número de casos. A partir disso, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar a cirurgia em países com alta prevalência de HIV, como medida preventiva para esta doença, bem como de outras patologias como HPV, herpes e sífilis e câncer de pênis.

Cirurgia

A fimose deve ser tratada em casos de doenças, com cicatriz ou inflamação. “No Brasil, diferente da maioria dos países, não se faz com frequência a circuncisão preventiva e os dados recentes apontam que as maiores incidências da condição acontecem entre os cinco e nove anos da criança, e em adultos com mais de 60 anos”, comenta.

“As vantagens da realização da cirurgia em crianças são a facilidade para sua realização, menor custo e melhor recuperação, com anestesia local em um processo rápido”, diz o urologista. A recomendação oficial da OMS é que os pais sejam completamente esclarecidos e conversem sempre com seu médico para decidir sobre fazer o procedimento preventivamente ou não.

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