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ENTREVISTA: EDUARDO HAGE, DIRETOR DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, REVELA DADOS IMPORTANTES SOBRE A GRIPE A NO BRASIL

Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, fala sobre a situação do Brasil em relação a pandemia de Gripe A.

Se todos os casos da nova gripe não são mais contados, como o Ministério da Saúde monitora a circulação do novo vírus no País?
Eduardo Hage – Esse trabalho não é novo. Vem sendo feito desde 2000, por meio de uma rede sentinela que tem 62 unidades em todo o País, pelo menos uma por unidade da federação. É essa rede que acompanha a circulação dos vários tipos de vírus influenza no Brasil e também a ocorrência de surtos. A rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum, e, agora, do novo vírus, por meio da coleta sistemática de amostras de secreção nasal e envio aos três laboratórios de referência para influenza, a Fundação Oswaldo Cruz (RJ), o Instituto Adolf Lutz (SP) e o Instituto Evandro Chagas (PA).

Não se usa mais a taxa de letalidade?
EH – Sim, as apenas para os casos graves. Esses, sim, são possíveis de contabilizar, porque o Brasil tem um critério claro de classificação. Consideramos caso grave todos os pacientes com agravamento súbito do estado de saúde e com febre, tosse e dificuldade respiratória, mesmo que moderada. Isso nos permite acompanhar os casos graves da doença, que felizmente são a menor parte. Na grande maioria dos casos, os pacientes se recuperam com facilidade. Tem sido assim em todo o mundo.

E nos casos graves, como está o Brasil em relação a outros países?
EH – Não é possível fazer essa comparação porque não existe um protocolo único, da OMS, definindo o que é caso grave e recomendado para todos os países. Ou seja, cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e confiável para comparar.

O Brasil é o terceiro país com o maior número de registros, atrás de Argentina (338) e Estados Unidos (436). Isso preocupa o governo?
EH – Claro que sim. O governo lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para pânico. A doença, repito, na grande maioria dos casos, apresenta sintomas leves. Portanto, ao sentirem qualquer sintoma de gripe, as pessoas devem procurar imediatamente o médico de confiança, não os hospitais, que além de não serem o melhor lugar para tratar gripe, devem estar livres para atender aos casos graves. E a rede de saúde do País está preparada para iss: são 1.978 leitos de UTI, em 68 hospitais de referência.

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