Hora certa:
 

  • Jornal SBC

Atualidades

ENTREVISTA: O GERIATRA E MÉDICO ORTOMOLECULAR EDUARDO GOMES DE AZEVEDO ESCLARECE AS CINCO PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE SUPLEMENTAÇÃO VITAMÍNICA

Os problemas metabólicos podem ser uma das causas do excesso de peso. Isso significa que, independentemente de a pessoa se exercitar e ter uma alimentação saudável, quando faltam determinados minerais no organismo, o metabolismo fica mais lento e o indivíduo não emagrece.

Aproximadamente um terço da população mundial convive, hoje, com algum tipo de deficiência nutricional. O problema é serio. A escassez de vitaminas e minerais pode provocar inúmeros males, a curto e longo prazo: de anemia, fadiga, cáries, perda de concentração até maior suscetibilidade a infecções, arritmias cardíacas, depressão, osteoporose, hipertensão e câncer. Mas o que fazer para evitar esses problemas e garantir qualidade de vida ao longo dos anos?
“Para se ter uma ideia, apenas três das 26 substâncias sine qua non para a sustentação da vida são ‘fabricadas espontaneamente’ pelo organismo e ainda assim em quantidades inferiores ao que necessitamos. O restante deve ser buscado na natureza, por meio de uma dieta variada”, afirma o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo. Na entrevista a seguir, o médico, que é adepto da terapia ortomolecular, esclarece as principais dúvidas sobre a suplementação vitamínica:
1)     Da vitamina A ao zinco, nacionais e importados, suplementos com vitaminas e minerais fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos um terço da população global toma esses complexos diariamente. Só nos Estados Unidos existem 29 mil marcas à venda. Lá, como no Brasil, porém, pouco se sabe sobre o funcionamento ou a necessidade desses micronutrientes.  Quando é necessário fazer a suplementação vitamínica?
Eduardo Gomes de Azevedo - É preciso ter muito cuidado com as vitaminas. As lipossolúveis – solúveis em gordura: A, D, E, K – se depositam no organismo, ao contrário das solúveis em água –  como as do complexo B e C –  que são eliminadas na urina. Doses altas dos dois tipos são capazes de intoxicar o organismo e os sintomas são muito parecidos com os da deficiência desses micronutrientes. A melhor medida é procurar orientação antes de tomar qualquer vitamina, elas só devem ser incorporadas à dieta, a partir de uma indicação médica e em quantidades adequadas. Doses exageradas podem causar danos sérios, como sangramentos e distúrbios neurológicos.


2)     Quem precisa mais de suplementação vitamínica durante a vida adulta: homens ou mulheres?
Eduardo Gomes de Azevedo – A determinação da porção diária de vitaminas é adaptada para atender às carências nutricionais dos indivíduos saudáveis de ambos os sexos. Excetuando o período de menopausa, quando o organismo feminino solicita níveis maiores de certos nutrientes, até o momento, acredita-se que homens e mulheres necessitam quase da mesma dosagem. Por essa razão, as DRIs  –  abreviatura da sigla inglesa que significa ingestão dietética de referência, do Instituto de Medicina dos Estados Unidos –  mostram desde o consumo adequado de vitaminas até a estimativa máxima a ser ingerida para todas as pessoas que tenham atividade leve, de acordo com a sua faixa etária.


3)     Além de vitaminas, é necessário fazer uma suplementação de minerais?
Eduardo Gomes de Azevedo – O excesso de comida industrializada, o estresse e a poluição podem prejudicar o fornecimento e a absorção dos minerais pelo organismo. É por isso que para alguns pacientes é necessário fazer a suplementação de minerais, sob supervisão médica, pois qualquer nutriente ingerido acima das necessidades recomendadas se torna um medicamento. Doses altas de um determinado mineral podem ser tóxicas ao organismo, causando vários efeitos colaterais, como náuseas, tonturas e dores abdominais. Após a realização de um hemograma, se a deficiência mineral constatada for grave, difícil de ser corrigida com mudanças na alimentação, os suplementos são prescritos.


4)     Qual a importância dos minerais para o funcionamento do organismo?
Eduardo Gomes de Azevedo – O melhor caminho para contar com cardápios adequados, que contemplem as necessidades de minerais do organismo é contar com orientação nutricional apropriada, pois as fontes destas substâncias são mais restritas que as das vitaminas. Os minerais são substâncias que - apesar de inorgânicas em sua constituição, em oposição ao caráter orgânico das vitaminas - participam das ações de várias enzimas em nosso metabolismo. Os problemas metabólicos podem ser uma das causas do excesso de peso. Isso significa que, independentemente de você se exercitar e ter uma alimentação saudável, quando faltam determinados minerais no seu organismo, o seu metabolismo fica mais lento e você não emagrece. Para favorecer a perda de peso, a presença dos minerais na dieta é imprescindível.


5)     Quais seriam os minerais imprescindíveis para o metabolismo funcionar corretamente, facilitando o emagrecimento?
Eduardo Gomes de Azevedo - Apenas a presença de minerais na dieta não garante o emagrecimento. Sozinhos, eles não emagrecem ninguém. A perda e a manutenção do peso dependem de uma série de fatores, como mudar os hábitos alimentares, moderar nas porções e fazer exercícios. Mas é importante dizer que os minerais que mais favorecem o equilíbrio metabólico são o cromo, o selênio, o magnésio, o potássio, o zinco e o vanádio. Eles também participam da digestão dos carboidratos, das proteínas e das gorduras. Sem eles, a insulina não consegue agir direito, o que complica o transporte do açúcar para dentro das células. Ou seja, o açúcar que sobra circulando no organismo é transformado em gordura e armazenado, formando culotes e pneuzinhos. Outro inimigo do emagrecimento saudável são os metais tóxicos. Quando transitam pelo organismo além da dose suportável, eles também contribuem para somar pontos na balança. O chumbo, por exemplo, deixa o metabolismo lento e pode causar depressão.

Artigos

ver tudo

Banner SBH

Banner Snifbrasil

Banner DPM


SnifDoctor é uma publicação

(11) 5533-5900 – dpm@dpm.srv.br
O conteúdo dos artigos assinados no site e no boletim SnifDoctor é de responsabilidade de cada um dos colaboradores. As opiniões neles impressas não refletem, necessariamente, a posição desta Editora.
Não é permitida a reprodução de textos, total ou parcial sem a expressa autorização da DPM.
Informações adicionais poderão ser solicitadas pelo e-mail editor@snifdoctor.com.br. Qualquer problema, ou dificuldade de navegação poderá ser atendido pelo serviço de suporte SnifDoctor, pelo e-mail dpm@dpm.srv.br

Seu IP: 3.234.214.179 | CCBot/2.0 (https://commoncrawl.org/faq/)