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MOBILIZAÇÃO NACIONAL DE PREVENÇÃO DO NEUROTRAUMA: DR. LUIZ CARLOS DE ALENCASTRO, DA SBN

De 21 a 25 de junho, neurocirurgiões voluntários participarão de uma Mobilização Nacional de Prevenção do Neurotrauma- eles irão às escolas em 49 aglomerados urbanos (conjunto de cidades onde ocorrem a maioria dos traumas no país) para alertar alunos, pais e professores.
Com o slogan Pense Bem: Use a Cabeça para Proteger seu Corpo, a ideia é conscientizar sobre os cuidados necessários no trânsito, em casa e no lazer, a fim de evitar traumas cerebrais na coluna e na medula espinhal, que causam graves lesões e custam mais de nove bilhões de reais por ano ao país.
A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), através do seu Programa de Responsabilidade Social, que é coordenado pelo Dr. Manoel Jacobsen Teixeira. De acordo com o presidente da SBN, Dr. Luiz Carlos de Alencastro, o Projeto Pense Bem foi criado com os mesmos preceitos do Think First - programa desenvolvidonos Estados Unidos pela Sociedade Americana de Neurocirurgiões. Saiba mais.
Qual o objetivo da mobilização?
A mobilização busca a conscientização de todos, mas com atenção especial às crianças de 11 a 14 anos, para que a incidência de neurotrauma seja diminuída. A SBN acredita que através da conscientização dos jovens é possível mudar a cultura de comportamento no país. A experiência de outros países mostra que a conscientização da população, aliada às medidas concretas como propostas de leis, podem interferir favoravelmente nos índices de trauma no Brasil. Saiba mais.
Qual a importância da conscientização?
Uma das principais causas de tetraplegia (perda da força muscular dos braços e pernas) e de paraplegia (perda de força muscular nas pernas) são as lesões da coluna e da medula espinhal, decorrentes de mergulho em águas rasas durante o lazer em piscinas, praias, lagos e cachoeiras.
A SBN tomou a iniciativa de propor ao Congresso Nacional um Projeto de Lei que previne o neurotrauma por mergulhos em água rasa em locais de lazer aquático, público ou privado. A proposta, segundo o presidente da SBN, será encaminhada à Frente Parlamentar de Saúde, órgão do Congresso Nacional que reúne representantes de todos os partidos.
 Este Projeto de Lei procura sistematizar a sinalização da profundidade de piscinas, lagos e pontos de mergulho em praias e cachoeiras, alertando a população sobre os riscos de mergulhar em locais de risco. O objetivo desta iniciativa é prevenir os traumas sobre a coluna e a medula espinhal decorrentes dos mergulhos em água rasa, que podem levar à morte ou deixar sequelas muito graves, com grande repercussão social e econômica para o nosso país.
 
 
Qual o custo do trauma para o país?
 Em 2005, entidades médicas chamaram a atenção das autoridades ao divulgar o "Projeto Trauma", que alertava para o imenso custo social do trauma em geral e do neurotrauma em particular. O documento alertava que "o trauma é a principal causa de óbito nas primeiras quatro décadas de vida e representa um enorme e crescente desafio ao país em termos sociais e econômicos. Os acidentes e as violências no Brasil configuram um problema de saúde pública de grande magnitude e transcendência, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da População".
O documento das entidades médicas, dentre as quais a SBN, revela que, em 2005, a tragédia que incluía os acidentes de trânsito só havia piorado: "Ao lado das 150.000 mortes violentas por ano, existe uma legião de centenas de milhares de sequelados definitivos entre os quais se situam paraplégicos, amputados, cegos e pessoas socialmente marginalizadas.
Em recente estudo, foi verificado que o atendimento de cada vítima de trauma por acidente por veículo automotor, em regiões urbanas do Brasil, custa em média R$ 100 mil. Tais custos se referem às vítimas graves. Atualmente, se investe per capita no Brasil aproximadamente R$ 300,00 anuais. Cotejando esses dois números, temos o impacto real do trauma nas contas da saúde pública . Estima-se que o atendimento ao trauma possa atingir R$ 9 bilhões de reais anuais. Neste valor se incluem o tratamento pré-hospitalar, hospitalar, as sequelas, as despesas indiretas, as perdas de anos de vida e de produtividade, a reabilitação, os custos das perdas materiais. Naquela ocasião, os médicos concluíam: "Só há uma solução definitiva: a prevenção. Para que a prevenção se torne um instrumento efetivo, muitas medidas de grande impacto social serão necessárias permanentemente".
 
 
                                                                       
 

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