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Dr. Paulo Amazonas explica a relação entre saúde mental e o intestino.

Médico idealizador da Campanha Nacional de Conscientização sobre a Síndrome Fúngica alerta sobre como a alimentação influencia no intestino e podem desencadear ou agravar quadros depressivos

A flora intestinal é responsável pelo equilíbrio e manutenção do crescimento da população fúngica saudável do nosso intestino. A disbiose intestinal, como é chamado esse desequilíbrio e crescimento exagerado de fungos pode ocasionar uma série de sintomas locais e em todo corpo, desde infecções fúngicas na vagina, vulva, pênis e anus, até quadros depressivos, ansiedade, irritabilidade, alergias alimentares, distúrbios sexuais entre vários outros que podem levar a uma inflamação silenciosa e generalizada: a Síndrome Fúngica. 

É importante, neste contexto, manter uma quantidade equilibrada de bactérias amigas dentro do nosso intestino, a chamada eubiose, assim como evitar agentes que possam destruir essa população de bactérias aliadas, como uso de antibióticos e consumo de alimentos ultraprocessados.  Descobre-se cada vez mais o grau de influência que essa população de bactérias tem em nosso comportamento, como ansiedade e depressão até em doenças como o fígado gorduroso e a diabetes. Tais bactérias benéficas podem ser mantidas saudáveis através de duas importantes formas, através da sua alimentação feita com consumo de fibras alimentares com aveia, chia, quinua e frutas. 

Nosso intestino é cheio de neurônios assim como o cérebro e há uma estimativa de que, o ‘hormônio da felicidade’, a serotonina descarregada no corpo humano, tem 90% da sua taxa fabricada no intestino. Embora a depressão não signifique uma falta de serotonina no organismo e sim que não está havendo uma transmissão efetiva, é importante frisar que outros fatores podem contribuir para um quadro depressivo e é importante buscar atendimento psicológico. 

Bem como uma boa alimentação, a prática de exercícios físicos auxilia no bem estar físico e mental auxiliando o intestino a recuperar a sua microbiota e equilibrar os hormônios e demais substâncias químicas produzidas no corpo responsáveis pelo funcionamento e contribuindo com a diminuição de enxaquecas, alivio no quadro depressivo e de mudanças de humor, aumento da libido e até mesmo na regulação do sono. 

Cuidar da saúde mental também é um processo que passa pelo corpo, e, portanto, pelo intestino, a alimentação saudável é um fator de extrema importância para o bem estar de qualquer ser humano, mas não descarta a necessidade de medicamentos e outras medidas como acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Um intestino saudável e bem cuidado é responsável por potencializar o trabalho feito por psiquiátricas, psicólogos e outros profissionais da saúde necessários no tratamento da saúde mental. 
 
Paulo Amazonas é especialista em medicina preventiva, nutrologia e ortomolecular.

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