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Movimento "Desafio de Fôlego" mobiliza ídolos do esporte no Mês de Conscientização e Combate ao Câncer do Pulmão

Seja para realizar as tarefas mais triviais do cotidiano, seja para praticar o esporte preferido, sem fôlego não conseguimos desempenhar tudo o que precisamos e gostamos. E, para quem vive do esporte, a saúde dos pulmões está sempre em destaque. Por isso, em agosto, Mês de Conscientização do Câncer de Pulmão, grandes ídolos do esporte brasileiro vão participar do DESAFIO DE FÔLEGO.

Atletas de diversas modalidades aceitaram o desafio de postar suas redes sociais um vídeo soprando um canudo dentro de um squeeze com água para simbolizar a importância de estar com o fôlego em dia. Um ato simples para muitos, mas que representa um grande avanço para pacientes com doenças pulmonares. Pelas redes sociais, os fãs dos esportistas engajados também poderão testar o fôlego postando seus vídeos como forma de apoio à campanha de combate ao câncer de pulmão, que é a primeira causa de morte por câncer na América Latina2.

O objetivo do movimento, que estreia nas redes sociais no dia 1º de agosto, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, é chamar a atenção para a doença, e que possui entre os sintomas justamente a falta de ar. A iniciativa é realizada pela Pfizer em parceria com o Instituto Oncoguia e com o Instituto Vencer o Câncer (IVOC).

Com cerca de 2,1 milhões de casos descobertos em 2018¹, o câncer de pulmão possui números expressivos: é o tipo de tumor mais comum no mundo e o que mais atinge homens no planeta (14,5%). Os números no Brasil não diferem da realidade mundial, sendo que a doença é o segundo câncer mais comum entre homens e mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma3. De acordo cm o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de que sejam descobertos 30 mil novos casos no País em 2020, sendo 17.760 em homens e 12.440 em mulheres4.Apenas 16% dos casos são diagnosticados em estágio inicial (localizado) e a taxa de sobrevida relativa em cinco anos é de 56%5.

"A falta de conhecimento representa um desafio significativo no combate à enfermidade. Em muitos casos, o câncer de pulmão tem diagnóstico tardio porque os sintomas demoram para se manifestar e também muitas vezes podem confundir os pacientes, que decidem não procurar atendimento médico, por achar que é algo simples", afirma Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil.

Câncer de pulmão em não-fumantes

Em 29 de agosto também é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, uma data importante do calendário da saúde, já que o tabaco e a exposição a ele seguem no topo da lista de fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, representando 85% dos casos diagnosticados6. Mas, apesar de serem a maioria, estudos revelam aumento no número de não-fumantes entre os pacientes com a doença. Entre eles está uma pesquisa realizada no Reino Unido7 com 2.170 pessoas, que apontou que a proporção de pacientes não-fumantes diagnosticados com esse tipo de câncer mais do que dobrou entre 2008 e 2014: de 13% para 28%.

"Embora o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco sejam os principais fatores de risco do câncer de pulmão, sabemos que grupos de não-fumantes também possuem predisposição para esse tipo de tumor. O Desafio de Fôlego tem o objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e de outros fatores de risco para a doença", afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia.

Outro estudo realizado nos Estados Unidos corrobora esses dados: após a análise de 10.593 pacientes de três estabelecimentos de saúde, colhidos entre 1990 e 2013, os pesquisadores identificaram que a proporção de pacientes não fumantes com câncer de pulmão de não pequenas células (CNPCP) aumentou consideravelmente. Em uma delas, a taxa de não-fumantes entre aqueles diagnosticados com o tumor passou de 8,9%, entre 1990 e 1995, para 19,5% no período de 2011 a 20138.

"O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, mas outros fatores, como a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição e aspectos ocupacionais, também podem favorecer o desenvolvimento da doença. Existem, ainda, grupos de pacientes que nunca fumaram e, mesmo assim, apresentam uma predisposição aumentada para ela. Esse é o caso dos indivíduos com alterações genéticas específicas", afirma o oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer (IVOC).

Entre essas alterações está a translocação de ALK (quinase do linfoma anaplásico), um oncogene que está presente em cerca de 5%9 dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células (CNPCP). Boa parte dos pacientes são jovens sem histórico de tabagismo. Outra alteração genética é a mutação em ROS1, um proto-oncogene (gene que se transforma em oncogene por um aumento na expressão de proteínas).

Um dos avanços da medicina nos últimos anos foi a descoberta sobre o DNA de cada tipo de câncer, especialmente, o de pulmão. Apesar de o prognóstico para a doença não ser otimista, com o avanço das pesquisas na área de oncologia, a exemplo da evolução dos tratamentos baseados em terapia-alvo, o combate à enfermidade está mudando.

Até o começo da década passada faltavam alternativas de tratamento para os pacientes com câncer de pulmão com mutação em ALK e ROS-1. Com o progresso da oncologia personalizada, foram desenhados medicamentos que conseguem agir diretamente sobre os receptores celulares que apresentam essas alterações genéticas, impedindo ou reduzindo a multiplicação das células tumorais.

Atualmente, tanto o gene ALK, quanto o ROS-1 são biomarcadores para terapias-alvo, medicamentos especialmente desenvolvidos para inibir mutações que são determinantes para a evolução do câncer, proporcionando alívio dos sintomas, redução dos tumores e aumento da sobrevida livre de progressão da doença. .

Referências:

1. G lobal cancer statistics 2018: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries. 1. CA Cancer J Clin. 2018 Nov;68(6):394-424. Disponível em: Acesso em 20 de julho de 2020.

2. The Economist Intelligence Unit, Câncer de pulmão na América Latina: pare de ignorar o problema. 2018.

3. Instituto Nacional do Câncer. Disponível em:. Acesso em 20 de julho de 2020

4. INCA. Estimativa 2020 - Incidência de Câncer no Brasil. Disponível em: < http://www.inca. gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil.pdf>. Acesso em 5 maio 2020.

5. INCA. Câncer de pulmão. Disponível em: . Acesso em 29 maio 2020.

6. Pfizer, Inc. LORBRENA (lorlatinib): Informação sobre prescrição. Nova York, NY.

7. Proli C, Cufari ME, Phull H, et al: Increasing incidence of non-smoking lung cancer: Presentation of patients with early disease to a tertiary institution in the UK. 16th World Conference on Lung

Cancer. Abstract ORAL24.03. Presented September 8, 2015. Disponível em . Acesso em 17 de julho de 2020

8. Pelosof L, Ahn C, Horn L, et al: Increasing incidence of never smokers in non small cell lung cancer patients. 16th World Conference on Lung Cancer. Abstract ORAL22.01. Presented September 8, 2015.

9. Pfizer,Inc Lorlatinib Summary of Product Characteristics. Sandwich, UK.; 2018.

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