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7 Mitos e Verdades sobre a relação entre a Obesidade e a Saúde do Coração

Em 11 de outubro é comemorado o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, com objetivo de conscientizar a população sobre a importância de cuidar da doença que afeta pessoas de todas as idades e de todos os grupos sociais nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, alcançando 650 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
É um alerta sobre a necessidade da adoção de hábitos saudáveis a fim de evitar o excesso de peso e as doenças desencadeadas pela obesidade.  De acordo com o Vigitel, do sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis do Ministério da Saúde, a porcentagem de brasileiros obesos passou para 20,9% no ano passado. Ou seja, dois a cada dez brasileiros hoje sofrem com esse problema.  
 
“Considerada uma doença crônica e inflamatória e que pode ter múltiplas causas, podendo ser genéticas, ambientais ou psicológicas, a obesidade é um tema que merece atenção da sociedade brasileira. Sabemos que a obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças não transmissíveis (DNTs), como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer”, afirma a cardiologista Rica Buchler, da Clínica Buchler.
 
Em um momento de quarentena, quando os exercícios físicos foram limitados e as questões de saúde mental, como a ansiedade e depressão, perante a crise dificultam o controle da alimentação, escapar do sobrepeso é ainda mais difícil. Pensando nisso, a especialista preparou uma lista com mitos e verdades sobre a relação da obesidade e o coração com dicas importantes.
 
“O esclarecimento sobre o tema é extremamente relevante, principalmente, diante do atual panorama da pandemia e também em que as notícias falsas estão constantemente sendo disseminadas por meio de aplicativos e redes sociais. Por isso, reforçamos a importância de sempre buscar fontes seguras antes de propagar as informações recebidas e preparamos uma lista de esclarecimentos”, finaliza a cardiologista Rica Buchler.
 
Apenas os obesos têm problemas no coraçãoMito!A obesidade pode sim levar as pessoas a desenvolver a hipertensão e o diabetes e, também, que tenham elevados níveis de colesterol, por exemplo. E todos esses são fatores de risco para o desenvolvimento de uma cardiopatia. É a chamada Síndrome Metabólica, quando o indivíduo com excesso de peso e algum desses outros fatores tem mais chance de sofre um derrame ou infarto. Porém, qualquer indivíduo que seja sedentário ou que fume, independentemente de ser gordo ou magro, tem chances elevadas de ter problemas de coração.
 
Alguns alimentos favorecem a saúde do coraçãoVerdade!Alguns alimentos favorecem a saúde do coração, como os vegetais, legumes e carboidratos integrais. Assim como proteínas, especialmente provenientes de peixes como salmão, rico em Ômega 3. Devemos reduzir as gorduras saturadas e eliminar frituras. As frutas frescas também são excelentes para a saúde cardiovascular.
 
Não é possível prevenir problemas de coração, então é indiferente ser gordo ou magro

Mito! Fazer um checkup periodicamente diminui bastante as chances de se desenvolver uma doença do coração. Recomenda-se que se faça um monitoramento anual a partir dos 35 anos, mas o ideal é que esses cuidados comecem ainda antes, ainda mais se tiver predisposição para problemas cardíacos. Afinal, nosso bem-estar geral está intimamente ligado à saúde do coração.
Pessoas que praticam atividade física frequentemente estão livres das doenças cardíacasMito! As atividades físicas são essenciais para proteger o sistema cardiocirculatório, porém essa proteção não é 100%. A prática acarreta alterações benéficas para o funcionamento cardiovascular e também no metabolismo lipídico, além de ser coadjuvante da dieta para perda de peso. Porém, a partir do momento que a pessoa para de praticar, essa proteção acaba.
 
A alimentação equilibrada realmente é um dos pilares para evitar doenças cardíacas

Verdade!Em conjunto, a atividade física e alimentaçãosaudável proporcionam a redução do excesso de gordura e o aumento da massa magra, além de diminuir os riscos de doenças como a obesidade. O estilo de vida equilibrado promove a melhora na condição física e no funcionamento biológico, reduz o estresse, melhora o humor e diminui o risco de doenças cardiovasculares.
 
Retirar o sal das refeições já reduz a obesidade e riscos de aumento da pressão arterial

Mito! O consumo de sal está relacionado ao aumento no risco de doenças cardiovasculares e da hipertensão arterial, porém não é o único motivador da pressão alta. É preciso ressaltar a importância do uso contido de sal, porém também da prática de atividades físicas regulares e também uma alimentação equilibrada.
 
Ser obeso é o maior risco para ter problemas cardíacos

Verdade!Não é o único fator, porém a obesidade e o excesso de peso causam mudanças importantes na estrutura e no tamanho do coração, além de comprometer seu funcionamento. Das seis doenças que mais levam à óbito no Brasil, quatro estão diretamente ligadas à obesidade: acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão. Quando associadas, elas são responsáveis por cerca de 72% dos casos de morte.

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