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Estudos de predisposição a fármacos e canabinóides podem auxiliar prescrições para tratamentos de câncer

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% de todos os medicamentos são incorretamente prescritos, dispensados e vendidos, e mais da metade dos pacientes que os utilizam o fazem de forma errada. Protocolos médicos são aplicados dessa forma ou com pouca evidência, sobretudo em tratamento de doenças como Câncer.

Para o farmacologista Fabrício Pamplona, a coleta de informações genéticas tende a ser o elo entre a assertividade dos tratamentos e o fim dos protocolos sem embasamento 100% científico. "Há medicamentos prescritos por profissionais de renome e que são cruciais para um parcela significativa da população. No entanto, alguns pacientes não são suscetíveis a determinados fármacos ou produtos. Uma prescrição incorreta pode significar o caminho inverso", destaca.

Pamplona cita o caso de Milena Flauzino que, em tratamento pós-cirúrgico de Câncer, recebeu indicação de um remédio para usar durante cinco anos. Por meio de um teste de sua variante genética, descobriu metabolização baixa aos componentes, portanto, sem efetividade no organismo. Entre os efeitos colaterais que o medicamento poderia ocasionar estavam trombose e complicações na visão.

Desta forma, para ele, a coleta de informações genéticas tende a ser uma prática corriqueira na prescrição de tratamentos, inclusive obrigatória pelos conselhos de saúde em um futuro próximo.

O cientista lidera aqui no Brasil uma equipe de pesquisadores da Proprium, uma health tech criada por ele e mais um brasileiro, Fernando Gabas. Com sedes no Brasil, Portugal e EUA, desenvolve tecnologia em farmacogenética e demais pesquisas de variantes genéticas para auxiliar na administração e na dosagem segura de fármacos e também canabinóides, entre outras inovações.

A avaliação é realizada a partir de painéis genéticos que identificam variantes naturais (polimorfismos) associadas à metabolização de substâncias dentro do organismo, e sua predisposição aos efeitos adversos decorrentes da exposição, fornecendo orientações que vão desde composições de produtos, dosagem, até a melhor estratégia de administração. No caso dos fármacos, é possível identificar reações a mais de cem compostos de medicamentos comercializados.

Canabinóides para tratamento do câncer

O estudo dos canabinóides desenvolvido pelo time brasileiro é inédito por identificar fases distintas das taxas de metabolismo dos princípios ativos da planta - CBD e THC, o que tange o conhecimento de toda a jornada dos princípios ativos no organismo. A novidade vai auxiliar uma parcela volumosa de brasileiros que utiliza a cannabis medicinal no tratamento de diferentes tipos de Câncer, assim como nos campos da psiquiatria, neurologia, geriatria e pediatria.

Pamplona frisa o uso de canabinóides para a redução efetiva do tumor como um dos mais estimulantes horizontes de pesquisa clínica oncológica, com significativo potencial para se transformar em mais uma opção no arsenal médico.

Para o especialista, o uso dos produtos à base de cannabis - com essa leitura científica de indicação, dosagem e administração específicas - pode significar um outra página na qualidade de vida dos pacientes sob quimioterapia, reduzindo náusea, estimulando apetite e melhorando a qualidade do sono.

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