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Síndrome de fragilidade física: uma disfunção multissistêmica

 
Rubens de Fraga Júnior *
 
Na edição inaugural da revista Nature Aging, uma equipe de pesquisa liderada pela especialista em envelhecimento Linda P. Fried, MD, MPH, reitora da Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia, sintetiza evidências convergentes de que a fisiopatologia relacionada ao envelhecimento está subjacente à apresentação clínica do fenótipo da fragilidade (denominada "fragilidade física" ) é um estado de funcionamento devido à desregulação severa da dinâmica complexa em nossos corpos que mantém a saúde e a resiliência. Quando a severidade ultrapassa um limiar, a síndrome clínica e seu fenótipo são diagnosticáveis. Este artigo resume as evidências que atendem aos critérios de fragilidade, como um produto da desregulação sistêmica complexa. 
 
A fragilidade física é definida como um estado de reservas esgotadas, resultando em maior vulnerabilidade a estressores que surgem durante o envelhecimento, independentemente de qualquer doença específica. É clinicamente reconhecível pela presença de três ou mais dos cinco principais sinais e sintomas clínicos: fraqueza, marcha lenta, baixa atividade física, exaustão e perda de peso não intencional. 
 
"Este trabalho, conduzido sob a liderança da Dra. Linda Fried, é o culminar de quase duas décadas de pesquisas que caracterizam a fisiopatologia da síndrome da fragilidade. Deve abrir caminho para elucidar ainda mais os mecanismos subjacentes da patogênese da fragilidade", disse Ravi Varadhan, Ph.D., Sidney Kimmel Comprehensive Cancer Center, Johns Hopkins University, e um co-autor. "O artigo postula que a energética - a totalidade dos processos envolvidos na ingestão, utilização e gasto de energia pelo organismo - é o principal impulsionador da fragilidade. Testar essa hipótese seria uma área importante de pesquisas futuras sobre envelhecimento." 
 
Fonte: Fried, LP, Cohen, AA, Xue, QL. et al. A síndrome da fragilidade física como uma transição da sinfonia homeostática à cacofonia. Nat Aging 1, 36-46 (2021). doi.org/10.1038/s43587-020-00017-z 
 
* Rubens de Fraga Júnior é professor de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

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