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Pesquisa valida instrumento que pode auxiliar na avaliação da coluna de mulheres com osteoporose

Uma pesquisa realizada pela parceria entre as universidades federais de São Carlos (UFSCar) e do Rio Grande do Norte (UFRN) está convidando mulheres de todo o país que tenham diagnóstico de osteoporose na coluna para responderem um questionário online. A expectativa é que o estudo valide o questionário e auxilie profissionais de saúde no cuidado dessas pacientes. As interessadas podem entrar em contato com a equipe de pesquisadores até o mês de maio.

A pesquisa de mestrado é realizada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde (FACISA) da UFRN, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar. O trabalho é realizado por Ana Cristina Lima, sob orientação de Marcelo Cardoso de Souza, da FACISA-UFRN, e coorientação de Mariana Arias Avila Vera, docente do Departamento de Fisioterapia da UFSCar.

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação da Saúde Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), a osteoporose é uma doença silenciosa e que não apresenta sintomas até o aparecimento da primeira fratura. Segundo Marcelo de Souza, orientador da pesquisa, estudos demonstram que as fraturas do quadril ocasionadas pela osteoporose matam mais que o câncer de mama e o infarto. "Para se ter uma ideia, a fratura de quadril, a segunda mais comum como consequência da doença, leva 20% dos pacientes a óbito dentro dos primeiros 12 meses", alerta o docente.

A osteoporose se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas. Os principais locais do corpo e com maior chance de fraturas pela doença são coluna, quadril e punhos. De acordo com Marcelo de Souza, as fraturas da coluna não costumam ser tão graves quanto às do quadril, mas podem causar importante impacto na diminuição da funcionalidade das mulheres com osteoporose. Mariana Avila, coorientadora da pesquisa, pontua que "um dos grandes impactos das fraturas de coluna pode estar relacionado à dor, sintoma muito comum nesta população. Sendo assim, a pesquisa visa melhorar a avaliação da saúde da coluna de mulheres com a doença".

Além de validar o questionário proposto no estudo, outro objetivo da pesquisa é apoiar o profissional de saúde a ter mais um instrumento para avaliar e melhorar o cuidado das mulheres que têm osteoporose. Marina Avila considera que o processo de tradução e validação de um questionário é importante, para garantir que a avaliação realizada seja fiel ao objetivo inicial do instrumento. "Uma vez realizada a validação do instrumento, todos os profissionais de saúde poderão utilizar este instrumento para avaliar a qualidade de vida das mulheres com osteoporose, e, desta maneira, nortear como poderá ser realizado o tratamento", complementa a docente da UFSCar.

Parceria UFSCar e UFRN

Este estudo é o primeiro desenvolvido pelo grupo da UFSCar em parceria com a equipe da FACISA-UFRN. Para Avila, sua experiência prévia com o processo de validação de questionários tem sido importante para o desenvolvimento do estudo. Além disso, a professora considera que o processo é bastante trabalhoso e somente é possível realizá-lo quando a equipe está engajada no trabalho. "O professor Marcelo tem contribuído bastante com sua experiência da área de Reumatologia, orientando a discente Ana Cristina Lima", acrescenta Mariana Avila.

Participantes

Para realizar a pesquisa estão sendo convidadas mulheres, entre 50 e 80 anos de idade, que tenham diagnóstico de osteoporose na coluna confirmada por exame de Densitometria Óssea. As participantes podem ser de qualquer região do Brasil e responderão este questionário online (https://bit.ly/33MPl4u), que ficará disponível até o mês de maio. Após responderem as questões, as voluntárias receberão contato da pesquisadora para esclarecimento das respostas. Mais informações podem ser acessadas no Instagram (@osteoporosenacoluna), ou solicitadas pelo e-mail da pesquisadora, ana.cristinalima290@gmail.com. 

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