Hora certa:
 

Noticias

Segundo pesquisa Datafolha, 28% dos pacientes com FPI demoraram até 3 anos para o diagnóstico da doença

Uma doença que não tinha tratamento. A fibrose pulmonar idiopática (FPI) ficou conhecida assim por muitos anos até a chegada de tratamentos antifibróticos que atuam retardando sua progressão. A FPI é uma doença rara, de causa desconhecida (idiopática), crônica e progressiva, que afeta os pulmões, causando cicatrizes (fibrose pulmonar) que reduzem a área de troca de ar e que atrapalham a oxigenação do sangue. 

“Estes sinais são muitas vezes confundidos com o envelhecimento e atribuídos a doenças cardíacas ou outras doenças respiratórias, o que costuma atrapalhar e atrasar o diagnóstico correto” explica a pneumologista Dra. Regina Tibana.           

 A pesquisa “Panorama das doenças pulmonares raras no Brasil” realizada pelo Datafolha e a Boehringer-Ingelheim entrevistou pacientes, cuidadores e médicos que tratam doenças pulmonares intersticiais (DPIs), entre elas, a FPI. 

36% dos pacientes com FPI relataram que entre os desafios durante sua jornada, a etapa mais longa foi entre o diagnóstico e o início do tratamento; 

Em seguida, foi o tempo entre a suspeita da doença, a solicitação e a realização de exames específicos (26%)i; 
Já do ponto de vista médico, a etapa mais longa da jornada do paciente é o pré-diagnóstico. 

“Após o início do tratamento, manter as consultas regularmente é muito importante. Principalmente quando os dados apontam que 17% dos pacientes com FPI disseram que a doença piorou em menos de um ano”, explica a Dra. Regina Tibana. O tempo médio para o diagnóstico da FPI, segundo pacientes, é de três anosi. “Isso se dá pela falta de informações sobre a doença, tanto do ponto de vista do médico quanto dos pacientes”. 

Em média, 28% dos pacientes com FPI demoraram até 3 anos para o diagnóstico da doença.     
Após o diagnóstico de FPI, 82% dos pacientes relatam uma demora de 1 ano até iniciar o tratamento e 14% relatam uma demora de quase 4 anos. 

Entre as dores mais comuns, 60% dos pacientes com FPI relatam incômodo nos músculos e articulações. 

Diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico pode ser feito pela combinação do histórico clínico do paciente, tomografia computadorizada de tórax e, em alguns casos, a biópsia pulmonar cirúrgica pode ser necessária. 

A correta identificação da doença, é fundamental para iniciar o tratamento adequado do paciente. A evolução dos medicamentos foi considerada um divisor de águas para médicos e pacientes. Até 2016, eram administrados apenas tratamentos para sinais e sintomas. 

“Os novos antifibróticos atuam impedindo a proliferação descontrolada das células que formam as cicatrizes, desaceleram o ritmo de evolução da doença e diminuem os riscos de exacerbação da FPI”, esclarece a Dra. Regina Tibana.           

 Além do uso de medicamentos, alguns pacientes podem aderir a um programa de reabilitação pulmonar, com a prática de atividades físicas adequadas para cada nível da doença. “É muito importante que as pessoas não se acostumem com a falta de ar e que procurem um pneumologista para tomar os devidos cuidados com a saúde do seu pulmão. Só assim é possível ampliar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares” explica a médica. 

 

 

SnifDoctor é uma publicação

(11) 5533-5900 – dpm@dpm.srv.br
O conteúdo dos artigos assinados no site e no boletim SnifDoctor é de responsabilidade de cada um dos colaboradores. As opiniões neles impressas não refletem, necessariamente, a posição desta Editora.
Não é permitida a reprodução de textos, total ou parcial sem a expressa autorização da DPM.
Informações adicionais poderão ser solicitadas pelo e-mail editor@snifdoctor.com.br. Qualquer problema, ou dificuldade de navegação poderá ser atendido pelo serviço de suporte SnifDoctor, pelo e-mail dpm@dpm.srv.br

Seu IP: 3.239.58.199 | CCBot/2.0 (https://commoncrawl.org/faq/)