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Especialista alerta sobre linfomas

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que mais de 15 mil casos de linfoma tenham sido diagnosticados no Brasil, em 2020, entre Hodgkin ou não-Hodgkin, com aproximadamente cinco mil óbitos ocasionados pela doença. Linfoma é o nome de um conjunto de cânceres que atacam o sistema linfático, composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e pelos linfonodos, que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar na defesa contra infecções. Esse sistema produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam do sistema imunológico. 
 
O linfoma ocorre quando as células normais do sistema linfático sofrem mutações e passam a se multiplicar sem parar, disseminando-se pelo organismo e se dividem em dois tipos: linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH). Ambos apresentam comportamentos, sinais e graus de agressividade diferentes. A principal diferença está nas células doentes: o LH é caracterizado pela presença de células grandes e facilmente identificáveis no linfonodo acometido. Já o LNH não tem um perfil celular característico e possui vários subtipos. Para alertar a população sobre a doença, 15 de setembro é considerado o Dia Mundial da Conscientização sobre Linfomas.
 
O hematologista Adriano Arantes esclarece que apesar dos dois tipos existentes de linfoma, os sintomas podem ser semelhantes. “Como o aumento de gânglios linfáticos, perda de peso, febre e sudorese noturna. Além de aumento de órgãos como baço e fígado”, detalha ele, afirmando que alguns diagnósticos podem demorar. “Paciente demoram a perceber ou procurar o hematologista pois podem estar assintomáticos. Pode-se fazer ainda um diagnóstico diferente, para doenças infecciosas, inflamatórias e neoplasias de outras origens”, conta.
 
Infelizmente, essa não é uma enfermidade que é possível se prevenir. “Não existe prevenção para linfomas, embora sabemos que algumas doenças como HIV aumentam em várias vezes a chance de se ter linfoma. O importante é conhecer sobre a doença e procurar um hematologista caso perceba aumento de gânglios (ínguas), perda de peso, febre de causa desconhecida ou suores noturnos”, explica o especialista, revelando que a doença pode ser curada. “É possível cura, principalmente com os linfomas de Hodgkin e os linfomas não Hodgkin difuso de grandes células B. Os tratamentos dependerão do subtipo associados a características clínicas do paciente como idade, comorbidades, disfunções orgânicas”.
 
Adriano Arantes ressalta que linfoma não Hodgkin é mais comum que o linfoma de Hodgkin. “O linfoma não Hodgkin não é uma doença, mas uma categoria de câncer com alguns subgrupos divididos, primordialmente, em tipo agressivo ou indolente. A incidência aumenta com a idade, a média é de 67 anos”. Sobre o outro tipo o médico salienta. “O linfoma de Hodgkin pode acometer tanto crianças como adultos, mas é mais comum no início da idade adulta, especialmente na faixa dos 20 anos. O risco de linfoma aumenta novamente após os 55 anos. Em geral, a idade média do diagnóstico é 39 anos”, afirma o hematologista.
 

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