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Paciente com insuficiência cardíaca realiza procedimento inédito

A insuficiência cardíaca atinge 25 milhões de pessoas em todo o mundo, a principal origem desta condição está relacionada ao infarto e à doença coronariana, mas existem inúmeras outras condições que podem ocasionar o problema. Como o próprio nome diz, o coração fornece de maneira insuficiente sangue e oxigênio para o organismo. Popularmente, os pacientes conhecem esta condição como "coração fraco".

A insuficiência cardíaca pode ocasionar uma série de limitações nas atividades cotidianas, falta de ar e inchaço são queixas frequentes. Além disto, nesta doença há um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas e de morte súbita.
Entre os tratamentos estão a mudança de estilo de vida, medicamentos e cirurgias com dispositivos como o desfibrilador e o ressincronizador cardíaco, também conhecido como marcapasso multissítio.

Quando o paciente apresenta insuficiência cardíaca e, concomitantemente, dissincronia interventricular, ou seja, um atraso elétrico entre os ventrículos esquerdo e direito, a consagrada terapia de ressincronização cardíaca pode beneficiar de maneira expressiva a recuperação da força e da contratilidade cardíaca.

Por outro lado, até pouco tempo, vivenciávamos um grande dilema nos pacientes com insuficiência cardíaca que não apresentavam a dissincronia ventricular referida. Neste contexto que entra agora o tratamento/dispositivo conhecido como CCM (Cardiac Contractility Modulation - Modulação de Contratilidade Cardíaca).

A técnica de implante e os riscos envolvidos se assemelham aos de um implante de Marcapasso Cardíaco. Paciente com a "força do coração" (fração de ejeção do ventrículo esquerdo) reduzida, entre 25 e 45% podem se beneficiar desta técnica.
Primeiro caso no Sul do país

 A cirurgia acontece na hemodinâmica do Hospital Araucária, em Londrina (PR), e será realizada no paciente C.R.A, de 82 anos, procedente de Chapadão do Sul (MS). Ele tem um quadro clínico de Insuficiência cardíaca decorrente de um Infarto. Durante o acompanhamento, apesar de todo o tratamento clínico otimizado, a doença cardíaca foi progredindo e o paciente tem limitação para suas atividades diárias.

O cardiologista que vai conduzir o procedimento é Gustavo Galli, que esteve à frente também de tecnologias como Implante de Cardiodesfibrilador Subcutâneo, extração à laser de eletrodos de marcapasso, implante de monitor de eventos e estimulação cardíaca fisiológica.

Ele já acompanha o paciente. "Estava muito preocupado com a evolução do caso e optei por esta terapia , relativamente nova, para o tratamento de insuficiência cardíaca. Apesar da aparência, este dispositivo não funciona como um marcapasso. É emitido um estímulo ao coração que proporciona uma melhora na contratilidade muscular, aumenta a "força" cardíaca, melhora o consumo de oxigênio e proporciona ao paciente melhora na qualidade de vida e na tolerância aos esforços" - explica.

O procedimento é minimamente invasivo, e embora novo é utilizado em pelo menos 15 países, e no Brasil teve seu registro pela Anvisa. Como ainda não faz parte do Rol de procedimento da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, não tem ainda cobertura obrigatória pelos convênios. "Tivemos alguns casos de autorização dos convênios em caráter excepcional e particulares, mas é uma nova técnica extremamente importante para insuficiência cardíaca, e acreditamos que logo estará disponível a toda população" - conclui Galli.

Até o momento o procedimento foi feito em 5 pacientes, sendo 3 em Alagoas, um no Rio de Janeiro, e este último no Paraná. Em Londrina ele foi híbrido, combinando técnicas de extração e de implante simultâneo de desfibrilador. Nestes moldes, conforme pesquisa realizada nos arquivos digitais, o procedimento pode ser considerado o primeiro no mundo. 

 

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