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Restrição de crescimento fetal seletiva

 
A restrição de crescimento fetal seletiva ocorre em 10 a 25% das gestações gemelares em caso de gêmeos idênticos que compartilham a mesma placenta (gemelares monocoriônicas diamnióticas).
 
Em algumas grávidas, ocorre importante discrepância entre os pesos fetais e alterações na circulação sanguínea do feto menor – ou seja, a denominada restrição de crescimento seletiva.
Essas oscilações na circulação sanguínea do feto menor podem ser avaliadas com o ultrassom, usando um recurso chamado de Doppler, conforme pontua o dr. Fábio Peralta, do Centro de Medicina Fetal Gestar (GMFG), Hcor-Associação Sanatório Sírio e Grupo Santa Joana:
 
“Algumas vezes, as alterações na circulação sanguínea do feto menor são graves, colocando-o em alto risco de óbito. Se isso ocorrer, o feto maior pode ir a óbito também e, se não morrer, tem alto risco de sofrer lesão no cérebro”.
A alteração grave na circulação sanguínea do feto menor é chamada de diástole zero no fluxo de sangue no ducto venoso, um vasinho que vai para o coração do bebê. Se a idade gestacional fosse maior do que 26 semanas, a melhor opção é o parto. Quando a idade gestacional é menor do que 26 semanas, com a prematuridade sendo risco aos bebês, pode ser feita uma cirurgia para separação da circulação dos fetos.
Tratamentos
 
A única forma de tratamento é a cirurgia de ablação (cauterização) com laser dos vasos placentários. Já foi realizada em milhares de pacientes em todo o mundo, com excelentes resultados e pouquíssimas complicações maternas. Aliás, essa é uma especialidade do dr. Fábio Peralta:
“A ablação, ou cauterização, com laser dos vasos placentários é uma cirurgia pequena, feita com anestesia raquidiana – a mesma usada para cesariana: dura mais ou menos uma hora, durante a qual cauterizamos com o uso do laser os vasos que comunicam os dois fetos na superfície da placenta. Para isso, a mãe deve ficar internada por um dia, tomando medicação para inibir trabalho de parto e antibiótico para prevenir infecção. Depois disso, vem a alta e ela deverá ser reavaliada com ultrassom semanalmente até o nascimento dos bebês.
 
Prognóstico
Nestes casos, quando o procedimento de cauterização dos vasos placentários é feito, cresce a chance de o feto maior sobreviver sem danos no cérebro. É essencial saber que a finalidade da cirurgia é proteger o feto maior ao separar a sua circulação da circulação do menor, que está com risco alto de morrer.

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