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IMPACTO DA SÍNDROME DE DOWN PODE DESESTABILIZAR A FAMÍLIA

Sabe-se dos grandes avanços da sociedade e melhores prognósticos ao desenvolvimento de portadores de diversas síndromes. Porém, a reação dos pais que são informados de que o filho nascerá com algum problema, como a Síndrome de Down, pouco mudou. “A notícia de que o filho é diferente do esperado causa um choque, às vezes negação ou paralisação na família”, afirma a psicanalista Claudia Barroso, do Bem-Me-Care - SOS Family, que trabalha com a má notícia assistida. “Neste momento, alguns pais focam-se apenas nos tratamentos possíveis para a criança, e se esquecem que eles também precisam ser cuidados e se preparar para esse filho, que será diferente do sonhado”, disse.
A importância do luto simbólico 
Quando nasce uma criança diferente da que imaginamos, é preciso realizar o processo que as terapeutas Sonia Pires e Claudia Barroso chamam de “luto simbólico”. “É a perda do sonho, da expectativa; e o contato com uma situação diversa da imaginada”, explicam. “Apenas ao compreender e assumir o problema, a família conseguirá buscar a melhor vida possível dentro dessa realidade”, concluem.
Segundo as especialistas, receber o diagnóstico da Síndrome de Down altera a perspectiva da família em relação ao seu futuro e o da criança. “Ao planejar ter um filho, além da preparação do enxoval físico, com as roupinhas, o quartinho etc, há também a elaboração do enxoval psíquico, com as imagens e os sonhos para a vida com aquela criança”, afirma a psicóloga Claudia Barroso.
Para a psicanalista Sonia Pires, um ponto polêmico é o preconceito que existe em relação aos portadores, que pode levar a uma rejeição. “Se o luto simbólico não for feito, pode haver um duro período de rejeição dos pais e/ou familiares -avós, irmãos, tios - em relação àquela criança”, disse.
“Por isso, a importância em adequar às expectativas da família em relação ao bebê o quanto antes, inclusive durante a gravidez, ao receber a notícia”, afirma Claudia. “Hoje, com todo o avanço no acompanhamento das crianças portadoras de Síndrome de Down, muitas cursam faculdade, casam, tem filhos”, afirma. “Mas é importante preparar os familiares para aceitar as diferenças. Talvez o tempo dele seja outro”, conclui.

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