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Terapia que altera células para combater câncer avança nos EUA

Uma nova era na medicina foi aberta nesta quarta-feira (12/7). Um painel da FDA (agência americana que regula medicamentos) recomendou, de forma unânime, a aprovação do primeiro tratamento que altera as células do paciente para combate a leucemia. Segundo os cientistas, o processo transforma as células da pessoa em "drogas vivas" que potencializam o sistema imunológico contra a doença.

Caso a FDA aceite a recomendação, o que é provável, o tratamento se tornará a primeira terapia gênica do mercado, com outras possíveis a caminho. Há décadas pesquisadores e indústrias farmacêuticas buscam esse tipo de terapia. Agora, a Novartis provavelmente será a primeira, ao mesmo tempo em que trabalha em tratamentos similares para vários tipos de melanomas e para cânceres agressivos de cérebro.

Para a utilização da técnica, um tratamento paralelo precisa ser criado para cada paciente. As células da pessoa precisam ser removidas em um centro médico autorizado, enviadas para a Novartis para descongelamento e processamento, congeladas de novo e enviadas de volta ao centro de tratamento. Com uma única dose do produto resultante, já foram observadas remissões e até possíveis curas em estudos com pacientes que se aproximavam da morte após tentarem todos os tratamentos disponíveis.

O painel recomendou a aprovação da terapia para a leucemia linfoide aguda, que costuma ser resistente ao tratamento em crianças e adultos entre três e 25 anos. De toda forma, a terapia não será amplamente utilizada logo de início. A doença não é comum, afetando somente 5.000 pessoas por ano, dos quais 60% são crianças ou jovens adultos.

A maior parte das crianças é curada com o tratamento padrão, mas em 15% dos casos, a doença não responde à terapia ou acaba retornando. Segundo especialistas, esses tratamentos individualizados podem custar mais $300 mil. Considerando a complexidade do tratamento e necessidade de uma equipe especializada para controle dos efeitos colaterais, a Novartis, inicialmente, irá limitar a terapia a 30 ou 35 centros médicos, nos quais já há pessoal treinado para aplicação do processo.

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo

 

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