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Por dentro da síndrome do ovário policístico: o que é e como tratar

A síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio hormonal que causa aumento dos hormônios masculinos, ovulação irregular – ciclos menstruais longos ou até falta de menstruação – e múltiplos folículos iniciais, conhecidos como os cistos dos “ovários policísticos”. A doença atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e é considerada uma das causas mais frequentes de infertilidade feminina.
 
Com essa alteração endócrina, o organismo produz alguns hormônios em maior e menor quantidade. Isso aumenta a possibilidade de se formarem cistos nos ovários, interfere no processo de ovulação e prejudica o processo da concepção, seja natural ou artificialmente. Além disso, em portadoras dessa síndrome, esses cistos modificam a estrutura ovariana e tornam o órgão maior do que o tamanho normal.
 
Na prática, os sintomas podem variar, porém os mais comuns são: ciclos irregulares com menor frequência de ovulação, aumento de pelos, aumento da oleosidade da pele e da acne e dificuldade para engravidar. A síndrome também está relacionada à obesidade, à resistência insulínica e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
“Cada paciente deve ser avaliada individualmente, mas, de um modo geral, a síndrome dos ovários policísticos pode ser controlada com medicamentos. Normalmente, para as pacientes que ainda não querem engravidar, é recomendado o uso de anticoncepcionais para regular os hormônios e consequentemente diminuir a produção do hormônio masculino. Já para aquelas que buscam a gravidez, é necessária a indução da ovulação. Também é importante ressaltar que perder peso e ter hábitos de vida saudáveis, como fazer exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada, são atitudes de extrema relevância para ajudar a controlar a síndrome”, explica Dra. Fernanda Rodrigues, médica especialista em reprodução humana.
 
Origens e infertilidade
 
Não se conhece o exato mecanismo que causa a SOP. Sabe-se de famílias com maior prevalência, talvez por existir uma base genética por trás da condição. Além disso, determinadas situações podem causar uma “reprogramação gênica”: bebês nascidos prematuros ou de baixo peso têm mais chance de desenvolverem a doença futuramente. Mas, de todos estes fatores, a obesidade é a maior indutora do problema de saúde, pois ela leva ao excesso de insulina no sangue, que age diretamente nos ovários e deturpa o correto mecanismo da ovulação.
 
O distúrbio geralmente se inicia na puberdade ou adolescência, quando os ovários apresentam grandes quantidades de folículos iniciais. Mas muitas mulheres só descobrem a doença quando tentam ter filhos e não conseguem. A boa notícia é que, quando a SOP é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são excelentes após a correção do distúrbio ovulatório.
 

 
 

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