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Doenças crônicas como diabete e asma multiplicam os riscos de pneumonia

Condições clínicas comuns, como diabete, tabagismo, asma e doenças cardíacas, multiplicam os riscos de desenvolver pneumonia pneumocócica, uma das principais causas de internação e mortes em todo o mundo, inclusive no Brasil. “Esses pacientes apresentam o sistema imunológico enfraquecido e por isso são mais suscetíveis à doença. Além disso, a enfermidade se manifesta de forma mais grave nesse público”, afirma o pneumologista Mauro Gomes, membro da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Em diabéticos, por exemplo, o risco de desenvolver pneumonia pneumocócica é 4,6 vezes maior, em relação a indivíduos sem essa comorbidade1-3. Esse grupo apresenta um sistema imunológico mais vulnerável e, além disso, a pneumonia pode desestabilizar os níveis de glicose no sangue. Já nos pacientes cardíacos, o risco da pneumonia é 6,9 vezes maior na comparação com pacientes que não apresentam essa condição1-3.

Outro importante fator de risco associado à pneumonia é o tabagismo. Neste caso, os riscos de desenvolver a forma pneumocócica da doença quadruplicam em relação aos não fumantes4. Asmáticos representam outro grupo muito suscetível, nos quais os riscos de desenvolver a pneumonia são seis vezes superiores na comparação com adultos saudáveis5.

Os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) formam outro grupo de risco para a doença, com uma probabilidade quase 17 vezes maior de desenvolver a enfermidade. Um estudo mostrou que pacientes com essa enfermidade tiveram duas vezes mais episódios recorrentes de pneumonia adquirida na comunidade e complicações cardíacas do que os indivíduos sem essa comorbidade1-3.
 
A doença

No Brasil, apenas no primeiro semestre de 2017, a pneumonia foi responsável pela internação de 296.564 pessoas em hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Ministério da Saúde. Embora bactérias, vírus e fungos possam provocar a doença, três em cada 10 casos estão relacionados à bactéria pneumococo6.   E, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os 15 países do mundo com maior incidência de quadros de pneumonia causados por esse agente7,8, uma doença que pode ser evitada por meio da vacinação. 
Nesse contexto, o Dia Mundial de Combate à Pneumonia, que foi celebrado em 12 de novembro, representou mais uma ocasião importante para o compartilhamento de informações que contribuam para o esclarecimento sobre a enfermidade e a possibilidade de prevenção dessa e de outras doenças pneumocócicas, durante o ano todo.
            
Referências:

1 MANTESE, Orlando Cesar et al. Prevalence of serotypes and antimicrobial resistance of  invasive strains of Streptococcus pneumoniae. Jornal de Pediatria. Porto Alegre. v.79, n.6, p.537-542,nov./dec.2003.)
2 GOMEZ-JUNYENT, GARCIA C.VIASUS D e al. Clinical features, etiology and outcomes of community-acquired pneumonia in patients with chronic obstructive pulmonary disease. PLS One. 2014, 9 (8): e 105854.
3 SHEA KM,EDELSBERG J, WEYCKER D, et al.Rates of pneumococcal disease in adults with chronic medical conditions. Open Forum Infect. Dis. 2014;  1 (1):ofu 024.
4 NUORTI JP, BUTLER JC, FARLEY MM et atl. Cigarette smoking and invasive pneumococcal disease. N Engl J Med. 2000: 342 (10); 681-689.
5 Data from a retrospective cohort study from 2 large, longitudinal, US healthcare databases of medical and outpatient pharmacy claims from 2007 – 2010. Data on file, Pfizer Inc, New York, NY. PSA586617 At Risk Flashcard.
6 WELTE T et al, Thorax, volume 67(1), pages 71-79, 2012.
7 MANTESE, ORLANDO CESAR et al. Prevalence of serotypes and antimicrobial resistance of invasive strains of Streptococcus pneumoniae. Jornal de Pediatria. Porto Alegre. v.79, n.6, p.537-542, nov./dec.2003.)
8 RUDAN I, BOSCHI-PINTO C, BILOGLAV Z, MULHOLLAND K, CAMPBELL H. Epidemiology and etiology of childhood pneumonia. Bull World Health Organ. 2008;86:408-16.)

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