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Avaliação médica: do início ao fim

Sintomas, doenças, mal-estar e até mesmo check-up. Etapas fundamentais para a busca de um médico, agendamento de horário, ida ao consultório, ida ao laboratório para a realização de exames solicitados, e, para algumas pessoas, está concluído o ciclo. Pode parecer bobagem, mas muitos pacientes não retornam ao consultório para concluir a investigação do motivo da consulta inicial, que necessariamente inclui a interpretação adequada dos exames, possíveis recomendações e demais análises.

“Os exames de laboratório possuem uma margem de limite mínimo e máximo para o que é considerado normal numa determinada população e geralmente vêm numa legenda ao lado do próprio resultado e isso faz com que muitos pacientes leiam sozinhos esses números, interpretem-nos com a ajuda do Google, compartilhem nos grupos de discussão nas redes sociais, peçam opinião aos colegas e vizinhos e concluam por conta própria os próximos passos a seguir. A leitura descontextualizada pode colocar muitos pacientes em um estado de pânico desnecessário”, explica a endocrinologista Suzana Vieira.

E nem todos os exames podem ser interpretados unitariamente, sem criar um conjunto de informações e análises profundas. “No caso da especialidade de endocrinologia, por exemplo, a leitura dos exames será feita considerando fatores individuais, influência de outras condições de saúde, interferência de outros hormônios, e também de medicamentos que o paciente esteja utilizando, pois é um conjunto de itens que fará com que o médico chegue a um possível diagnóstico ou à exclusão de alguma doença  isto é, vários são os pontos que precisam ser considerados, sempre em conjunto”, reforça.

A Dra. Suzana também destaca o quanto é comum o conforto do paciente ao ler os exames dentro do estipulado como normal e o quanto isso dificulta o retorno do paciente ao consultório para concluir todas as etapas do seguimento médico. “Resultados de exames complementares satisfatórios devem ser registrados em prontuário. Ir ao retorno com os exames em mãos permite ao médico verificar possíveis tendências dos resultados, servir como base para futuras comparações e, no mínimo, para traçar estratégias para determinar a periodicidade de consultas. As etapas de consulta inicial com retorno para avaliação de exames complementares encerram um primeiro ciclo”, destaca Suzana.

Cada médico solicita exames de acordo com uma sequência lógica, e de acordo com uma suspeita clínica ou rastreamento de uma doença. “Um ginecologista pode solicitar os mesmos exames que um endocrinologista e nem por isso as interpretações serão iguais. Cada um fará a sua avaliação de acordo com a sua experiência clínica e diretrizes de sua especialidade, seguindo o que deve ser avaliado e considerado em cada caso”, afirma.
 

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