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Pesquisador britânico é reconhecido pelo Instituto Paulo Gontijo pela contribuição científica na pesquisa pela cura da ELA

Com o propósito de incentivar cada vez mais o desenvolvimento de pesquisas científicas para a descoberta da cura da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), o IPG - Instituto Paulo Gontijo, Centro de Referência em Conhecimento, Pesquisa e Atendimento para cerca de 1500 pacientes no Brasil, premia anualmente pesquisadores do mundo inteiro que se debruçam nos estudos da doença. O vencedor deste ano é o britânico Dr. Rickie Patani, PhD e professor do Instituto Francis Crick, considerado o maior centro biomédico de investigação da Europa. Ele também é professor associado no Instituto de Neurologia da University College London.
 
A entrega do 10º prêmio acontecerá na próxima sexta-feira, 07 de dezembro, durante a abertura do 29º Simpósio Internacional de ELA/DNM, em Glasgow, na Escócia, organizado pela Motor Neuron Disease Association (Associação de Doenças Neuromusculares). “É um reconhecimento que nos enche de orgulho e satisfação, o fato de poder contribuir para que novos estudos sejam divulgados e estudados não só no Brasil, mas em todos os continentes desse planeta. Temos muitas esperanças para a cura da ELA.”, diz Silvia Tortorella, diretora executiva do IPG. 
 
Patani reprogramou células da pele de um indivíduo com ELA para, com isso, gerar células neuronais e identificar alterações em neurônios motores. O achado é que as interações entre o RNA (molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo) e uma proteína específica, conhecida como SFPQ, representam um novo marcador para identificar casos de ELA familiar. Também analisou modelos transgênicos de camundongos e tecido post-mortem humano de casos esporádicos de ELA, e comprovou os primeiros resultados.
 
Com o estudo, abrem-se portas para avaliar novos marcadores que causam a doença, além de ajudar a comunidade científica a pensar em novas estratégias terapêuticas para o tratamento da ELA. “Descobrimos novos problemas dentro de mensagens ('RNA') que normalmente formam os blocos de construção 'proteína'. As mensagens 'corrompidas' contêm uma instrução incorreta chamada 'intron', que normalmente é removida em células saudáveis. Os introns retidos podem capturar ou "sequestrar" as proteínas-chave, removendo-as de sua localização normal (onde desempenham funções importantes) e deslocando-as para um novo local dentro da célula (onde normalmente não residem e, portanto, podem causar problemas)”, explica o pesquisador.
 
No laboratório Instituto Francis Crick descobriu-se que as células de suporte do sistema nervoso (astrocytes) realmente contribuem para a morte dos neurônios motores na ELA. “Estamos trabalhando com uma empresa farmacêutica que está confiante de que pode, seletivamente, segmentar e eliminar as mensagens corrompidas. Isso poderia impedir que a proteína importante fosse perdida do núcleo da célula. Esperamos muito que essa abordagem ajude a encontrar um tratamento modificador da doença. Eu, pessoalmente, sinto que será uma combinação de abordagens terapêuticas que levará à cura para esta doença tão devastadora”, finaliza Patani.
 
Recentemente, o Project MinE – associação científica internacional para a cura da ELA, mostrou que os pesquisadores confirmaram que as chamadas mutações de expansão repetida, ou seja, mutações envolvendo uma repetição anormal de um pedaço de DNA no gene NIPA1, aumentam a chance de desenvolver ELA. O Project MinE foi lançado em 2014, e tem como objetivo a formação de um banco de dados que possibilitará comparar o genoma de pessoas, com e sem ELA, com o objetivo de descobrir os genes associados com a doença.
 
Durante o evento, estará presente a bióloga brasileira, Agnes Nishimura, da Universidade de SP e do King´s College London, que ganhou a primeira edição do prêmio IPG pela pesquisa intitulada “Esclerose Lateral Amiotrófica - Tipo 8”, identificação e caracterização de uma nova doença do neurônio motor em uma grande irmandade brasileira” a qual identificou um novo gene causador de ELA.
 
A ELA se refere ao aparecimento de lesões cicatriciais (esclerose) que envolvem a porção lateral da medula espinhal e levam à atrofia muscular (amiotrófica). Infelizmente, ainda não tem cura. Adultos de todas as idades podem desenvolver a doença neurodegenerativa, porém, sua frequência é maior na população entre 65 e 74 anos. Somente 10% dos casos de ELA são de origem genética. No Brasil, são estimados cerca de 12 mil diagnósticos da doença, sendo 70% deles em homem. No entanto, no mundo, a estimativa é de que, por ano, sejam registrados algo em torno a 100 mil casos. No Brasil, são estimados cerca de 12 mil diagnósticos da doença. No entanto, no mundo, a estimativa é de que, por ano, sejam registrados algo em torno a 100 mil novos casos.
 
O Prêmio Prêmio Paulo Gontijo fomenta, desde 2007, as pesquisas científicas relacionadas à descoberta da causa e cura da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A partir de 2011, o Prêmio passou a ser concedido anualmente e conta com a parceria internacional da MND Association, da Internacional Alliance of MND/ALS associations e da European Network for the Cure of ALS ENCALS (http://www.encals.eu), além de toda comunidade científica internacional. O vencedor receberá o valor de US$ 20 mil além de uma medalha de ouro.
 

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