Hora certa:
 

Noticias

Terçol pode se tornar crônico e se transformar em um calázio

O terçol, cujo termo médico é hordéolo, é uma das doenças palpebrais mais comuns. Em geral, o terçol surge nas margens externas ou internas das pálpebras, como resultado de uma infecção bacteriana nas glândulas de Zeis ou Moll.
 
Já o calázio é uma inflamação palpebral estéril, ou seja, não é causado por bactérias. É uma inflamação granulomatosa crônica. A origem desta condição é a obstrução das glândulas de Meibômio, responsáveis por produzir substâncias necessárias para o bom funcionamento do sistema lacrimal.

Porém, embora o hordéolo e o calázio sejam duas condições oftalmológicas diferentes, um terçol pode evoluir para um calázio. Nestes casos, trata-se de calázio secundário a um hordéolo.  
 
Terçol e verão: tudo a ver!

Segundo a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo, o terçol é uma condição oftalmológica muito prevalente, especialmente no verão. “Com a chegada do calor, a incidência de terçol aumenta muito. Mas, na maioria dos casos, a resolução é espontânea, principalmente quando é externo”.
 
“Mas, em algumas pessoas a inflamação causada pelo terçol pode atingir as glândulas de Meibômio, causando à obstrução dessas estruturas. Isso leva ao desenvolvimento de um calázio secundário ao terçol”, esclarece Dra. Tatiana.
 
Sintomas são parecidos no início do quadro

“Normalmente, o terçol causa dor, inchaço nas pálpebras, vermelhidão no local, lacrimejamento, sensibilidade à luz e sensação de ter areia nos olhos. Muitas vezes, pode simular o início de uma conjuntivite e, por este motivo, o paciente deve procurar seu oftalmologista", comenta Dra. Tatiana. 

Além disto, pode surgir um ponto ou bolinha amarela na margem das pálpebras. A resolução se dá quando o pus da infecção é liberado e a lesão regride espontaneamente.
 
Já no calázio secundário a um hordéolo, as manifestações podem ser diferentes. “No início do quadro, pode ser difícil diferenciar um terçol de um calázio. O paciente apresenta inchaço nas pálpebras, irritação e sinais de inflamação, como dor e vermelhidão. Quando a inflamação diminui ou se resolve, surge um cisto ou um nódulo, normalmente indolor, debaixo da pálpebra”, cita a médica.
 
Como é o tratamento do calázio?

Em primeiro lugar, é importante dizer que o calázio secundário a um hordéolo interno é raro. A grande maioria dos hordéolos se resolve sozinho, com uso de compressas mornas e massagens no local.

“Aqueles que se tornam crônicos e se encapsulam são chamados de calázio. Estes só podem ser resolvidos cirurgicamente. O material interno é drenado e sua cápsula é removida, para diminuir a chance de recorrência do quadro”, explica Dra. Tatiana.
 
É possível prevenir?

A melhor maneira de prevenir o desenvolvimento de um terçol é adotar medidas de higiene. “Quase todas as pessoas costumam levar às mãos aos olhos durante o dia a dia. Coçar os olhos ou manusear a região pode aumentar o risco de contrair uma infecção. Portanto, lavar bem as mãos e evitar ao máximo coçar os olhos são medidas importantes para prevenir um terçol”, recomenda Dra. Tatiana.
 
Mas, em alguns casos, há doenças que aumentam consideravelmente o risco de desenvolver um hordéolo ou um calázio. Blefarite, rosácea, triquíase e dermatite seborreica são fatores de risco.

“Para esse grupo, a principal recomendação é realizar a higiene das pálpebras regularmente. A oftalmologista lembra ainda que o paciente não deve se automedicar, usando colírios ou pomadas nos olhos, sem a devida prescrição médica”, encerra a oftalmologista.
 
 

Artigos

ver tudo

Banner SBH

Banner Snifbrasil

Banner DPM


SnifDoctor é uma publicação

(11) 5533-5900 – dpm@dpm.srv.br
O conteúdo dos artigos assinados no site e no boletim SnifDoctor é de responsabilidade de cada um dos colaboradores. As opiniões neles impressas não refletem, necessariamente, a posição desta Editora.
Não é permitida a reprodução de textos, total ou parcial sem a expressa autorização da DPM.
Informações adicionais poderão ser solicitadas pelo e-mail editor@snifdoctor.com.br. Qualquer problema, ou dificuldade de navegação poderá ser atendido pelo serviço de suporte SnifDoctor, pelo e-mail dpm@dpm.srv.br

Seu IP: 54.236.246.85 | CCBot/2.0 (https://commoncrawl.org/faq/)