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Abdominoplastia de pacientes obesos não acarreta em mais riscos

A abdominoplastia pode ser realizada com segurança em pacientes obesos, sem aumento de complicações, em comparação com pacientes não-obesos, relata um estudo publicado na edição de abril da Plastic and Reconstructive Surgery, a revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos.
 
“Segundo o novo estudo, a abdominoplastia, com ou sem lipoaspiração concomitante, em pacientes obesos, é um procedimento seguro e eficaz com taxas de complicações perioperatórias semelhantes às da população de pacientes não obesos. Os resultados ajudam a aliviar as preocupações de que pacientes obesos correm maior risco de complicações após a abdominoplastia”, afirma o cirurgião plástico Ruben Penteado, (CRM-SP 62.735), diretor do Centro de Medicina Integrada.
 
Segurança da abdominoplastia em pacientes obesos
 
O estudo incluiu 82 pacientes que se submeteram a abdominoplastia em um período de sete anos. Vinte e um pacientes foram classificados como obesos, com base em um índice de massa corporal (IMC) médio de 35. Os 62 pacientes restantes foram classificados como não obesos, com IMC médio de 25.
 
As taxas de complicação foram comparadas entre os grupos, com um tempo médio de acompanhamento próximo de um ano. Os pacientes obesos eram mais propensos a ter pressão alta; no mais, os fatores de risco eram semelhantes entre os grupos. Todos os procedimentos foram realizados pelo mesmo cirurgião, seguindo a mesma técnica. Para a maioria dos pacientes, em ambos os grupos, a cirurgia de abdominoplastia foi combinada com a lipoaspiração.
 
Como em estudos anteriores de abdominoplastia, houve um risco significativo de complicações. No entanto, todas as taxas de complicações foram semelhantes entre os grupos. Os pacientes obesos tiveram uma maior taxa de seromas, exigindo drenagem: 22,5% x 14,2%. No entanto, a diferença entre os grupos não foi estatisticamente significativa.
 
As taxas de outras complicações também foram semelhantes entre os grupos, incluindo infecções, problemas de cicatrização de feridas (deiscência) e hematomas. Nenhum paciente em qualquer grupo desenvolveu problemas com coágulos sanguíneos (tromboembolismo venoso), um tipo mais grave de complicação.
 
A abdominoplastia é o quinto procedimento cosmético mais comum nos Estados Unidos, com quase 130.000 procedimentos realizados, em 2017, de acordo com as estatísticas da entidade médica americana. Embora amplamente realizada, a cirurgia tem a maior taxa de complicações de todos os procedimentos estéticos.
 
Muitos cirurgiões optam por não realizar a abdominoplastia em pacientes com IMC elevado, temendo um risco maior de complicações perioperatórias.  A maioria dos estudos anteriores de abdominoplastia em pacientes com IMC elevado havia se concentrado naqueles que foram submetidos à cirurgia bariátrica (como o bypass gástrico), que estão sob maior risco de complicações.
 
Os achados do novo estudo ajudam a esclarecer "riscos e benefícios" da abdominoplastia em pacientes que não fizeram a  bariátrica e têm um IMC  alto. Os resultados do estudo sugerem que um IMC superior a 30 não devem ser visto como uma contra-indicação rigorosa à abdominoplastia. Os autores citam um estudo anterior sugerindo que as decisões sobre a cirurgia de abdominoplastia devem considerar os fatores de risco individuais do paciente e não deve se basear apenas no IMC.
 
“Os cirurgiões plásticos devem avaliar os pacientes, caso a caso, e os pacientes devem ser aconselhados quanto aos potenciais riscos perioperatórios desse procedimento. É muito importante também discutir objetivos pós-operatórios realistas com pacientes obesos que consideram fazer a abdominoplastia”, destaca Ruben Penteado, que é membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
 
 
 

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