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Mutação genética pode explicar alta prevalência de problemas gastrointestinais no Autismo

Há anos os cientistas procuram explicar as causas das manifestações gastrointestinais em pessoas com autismo. Uma nova pesquisa, publicada na revista científica Autism Research, mostrou que a conexão entre o cérebro e o intestino é mais importante do que se imaginava.

Os pesquisadores descobriram que as mesmas mutações genéticas - encontradas tanto no cérebro quanto no intestino - podem ser a causa das complicações gastrointestinais, na população com TEA. A descoberta confirma a ligação do sistema nervoso com o intestino, abrindo uma nova direção para a busca de tratamentos mais efetivos.

Segundo a neuropediatra Dra. Andrea Weinmann, o Sistema Nervoso Central (SNC) controla quase todas as funções do corpo humano, menos a digestão que é realizada pelo Sistema Nervoso Entérico (SNE).
 
“Os neurônicos do SNE, cerca de 500 milhões, atuam no estômago produzindo ácidos durante a mastigação, controlam os processos digestivos e fazem com que os músculos intestinais funcionem. A maioria dos neurônios do SNE está localizada nas paredes intestinais. São eles que coordenam todos os movimentos do órgão até a evacuação, momento em que o cérebro retoma o comando”, explica Dra. Andrea.
 
Os pesquisadores analisaram uma mutação genética específica, chamada de R451C e descobriram que ela afeta a função do intestino delgado e do cólon, altera a quantidade de células neuronais no intestino delgado, assim como leva ao desequilíbrio da microbiota intestinal.
 
Enquanto essa mutação nas células do cérebro é responsável pelas manifestações comportamentais e da comunicação do autismo, no intestino leva aos sintomas gastrointestinais, altamente prevalente nas crianças com esse diagnóstico.   
 
Outra descoberta importante foi que essa mesma mutação aumenta a sensibilidade à modulação do receptor do GABA (ácido gama-aminobutírico), um dos mais importantes neurotransmissores inibitórios do organismo. A principal função do GABA é inibir ou desacelerar a atividade cerebral e está presente tanto dentro quanto fora do SNC, como por exemplo nos intestinos.
 
Dieta pode ajudar no controle dos sintomas?

“Em geral, é o neuropediatra que acompanha a criança com TEA que irá encaminhá-la para um nutricionista, que se possível deve ter experiência em autismo. Além desse encaminhamento, é importante fazer exames e avaliar se a criança possui alguma alergia alimentar ou intolerância a certos alimentos, como a intolerância ao glúten à lactose”, comenta Dra. Andrea.
 
Porém, quando for preciso restringir certos grupos alimentares pelos motivos citados acima, é imprescindível o acompanhamento por um nutricionista em parceria com o neuropediatra, já que as crianças precisam de todos os nutrientes para um bom desenvolvimento.  

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