Hora certa:
 

Noticias

Três perguntas e respostas sobre fragilidade óssea

Cerca de 99% do total do cálcio do organismoestá nos ossos - aproximadamente 1 a 1,3 quilos - garantindo não só a saúde óssea, mas também estocando o mineral para outras funções orgânicas. O esqueleto é considerado um grande reservatório de cálcio, sendo o tecido ósseo reconhecido como importante depósito de minerais para o corpo humano; mas a fragilidade óssea está relacionada com a falta de cálcio no corpo inteiro, e não apenas nos ossos.
 
“Sem cálcio, por exemplo, o coração não iria bater e a respiração ficaria prejudicada. Isso porque o cálcio é responsável pela transmissão de impulsos nervosos e por processos vitais de contratilidade muscular, como do músculo cardíaco (coração) e do diafragma, responsável pela respiração”, comenta a nutricionista Paula Del’Arco.
 
Mas por que os ossos ficam frágeis? Por que não há cálcio suficiente no corpo.
 
Frente a funções tão importantes do cálcio - sem desmerecer a função estrutural do esqueleto humano -, os ossos também são estoques de cálcio para o corpo, caso a ingestão de cálcio seja inadequada durante todo o curso da vida. Se não houver um consumo adequado por meio da alimentação, o corpo vai sequestrar o cálcio do esqueleto - o ‘grande reservatório’ - para cumprir as funções vitais do organismo, e isso faz com que os ossos fiquem frágeis.
 
A fragilidade óssea pode culminar no quadro clínico da osteoporose, uma doença silenciosa que afeta a arquitetura dos ossos. “Em uma analogia simples, é como uma esponja de lavar louças: o osso com osteoporose se assemelha à uma esponja gasta, onde os furos são mais largos e a estrutura não se apresenta tão firme; e o osso saudável é como uma esponja nova, tem pequenos furinhos e uma estrutura rígida e firme”, explica a nutricionista.
 
 É possível prevenir a fragilidade óssea? Sim, consumindo a quantidade adequada de cálcio em cada fase da vida.
 
Consumir a quantidade necessária de cálcio durante toda a vida evita que o corpo precise sequestrar o cálcio do esqueleto para cumprir as funções vitais, evitando assim a fragilidade óssea. A prevenção deve ser iniciada na infância, com o consumo adequado de cálcio durante a formação da matriz óssea, e em todas as fases subsequentes da vida, para que o organismo não precise recrutar o cálcio que faz parte da estrutura óssea do esqueleto, não fragilizando a arquitetura óssea.
 
Segundo o Institute of Medicine, um adulto entre 19 e 50 anos deveria ingerir em média 1000 mg de cálcio por dia, havendo adequações nas quantidades de ingestão na infância e na senescência, bem como em períodos de gestação e lactação para a mulher.
 
 Ana Paula também destaca que outros fatores, ao longo do curso da vida de um indivíduo, podem contribuir com a fragilidade óssea, não apenas o dietético, mas fatores genéticos, estilo de vida, prática de atividade física, composição corporal e o equilíbrio hormonal.

E qual a fonte alimentar preferencial para o suprimento do cálcio? Os lácteos, pois ofertam maior quantidade de cálcio biodisponível ao organismo.
 
Para suprir as necessidades de ingestão de nutrientes, existem as recomendações dietéticas, que direcionam a população para consumir determinados grupos de alimentos, que são fontes de nutrientes. A icônica Pirâmide dos Alimentos recomenda o consumo de três porções de lácteos ao dia para o suprimento da ingestão de cálcio, tendo como base uma população adulta e saudável.
 
A fase crítica de formação da matriz óssea de um indivíduo ocorre durante toda a infância e dura até o final da puberdade, com pico de massa óssea por volta dos 25 anos (variando conforme o gênero), havendo declínio da massa óssea a partir dos 30 anos. “Sendo assim, recomenda-se o consumo de cálcio desde o nascimento até o final da formação da matriz óssea, fase que a “dureza óssea" é determinada, continuando seu consumo em todas as fases ao longo do curso da vida”, completa.

Artigos

ver tudo

Banner SBH

Banner Snifbrasil

Banner DPM


SnifDoctor é uma publicação

(11) 5533-5900 – dpm@dpm.srv.br
O conteúdo dos artigos assinados no site e no boletim SnifDoctor é de responsabilidade de cada um dos colaboradores. As opiniões neles impressas não refletem, necessariamente, a posição desta Editora.
Não é permitida a reprodução de textos, total ou parcial sem a expressa autorização da DPM.
Informações adicionais poderão ser solicitadas pelo e-mail editor@snifdoctor.com.br. Qualquer problema, ou dificuldade de navegação poderá ser atendido pelo serviço de suporte SnifDoctor, pelo e-mail dpm@dpm.srv.br

Seu IP: 3.227.249.234 | CCBot/2.0 (https://commoncrawl.org/faq/)