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14/11: Dia Mundial do Diabetes: o impacto do diabetes na saúde do coração

Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, data que marca a importância da prevenção e do combate a esta doença crônica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 9% da população mundial têm a doença e que em 2035 ela seja a 7ª causa de mortes ao redor do mundo. Conforme dados da International Diabetes Federation (IDF), cerca de 400 milhões de adultos têm a doença, e desses, 13,5 milhões apenas no Brasil.

Estudos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontam que mais de 60% das pessoas não sabem que têm a doença, caracterizada por uma disfunção metabólica crônica decorrente da deficiência na secreção de insulina , que pode ser causada por fatores genéticos ou pela obesidade.

A relação entre obesidade e diabetes tipo II, de acordo com a endocrinologista do HCor, Dra. Laura Frontana , ocorre com o acúmulo de gordura, principalmente, na região abdominal do corpo. "Combater a obesidade ainda é o melhor método preventivo para o diabetes. Manter um controle nutricional adequado e praticar exercícios físicos regularmente são capazes de reduzir em até 60% o risco de desenvolver a doença", orienta.

De acordo com a endocrinologista do HCor, o diabetes é sabidamente uma doença crônica, mas com informação e algumas mudanças de hábitos, é possível controlá-la e ter mais qualidade de vida. Para isso, é importante adotar uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas frescas e proteínas, com diminuição de carboidratos e de gorduras.

Diabetes e coração: o diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como o infarto, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e entupimentos das artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas - dilatação de um vaso sanguíneo. Um estilo de vida saudável dificulta o aparecimento dos males que podem acometer as funções do coração.

Calcula-se que uma em cada duas mortes entre pessoas com diabete no mundo seja atribuída às doenças cardiovasculares. O problema da sobrecarga de glicose na circulação é que ela gera um processo inflamatório nada favorável aos vasos. "A inflamação é um dos requisitos básicos para o surgimento das já citadas placas por trás do entupimento das artérias. Além disso, a resistência à insulina típica do diabete tipo 2 (quando o hormônio não consegue fazer a glicose ser aproveitada pelas células) atrapalha a dilatação dos vasos, além de estimular um aumento da pressão. Por isso, o diabetes é uma doença capaz de danificar as artérias do coração", explica o cardiologista e clínico geral do HCor, Dr. Abrão Cury.

Risco de infarto: o risco de um diabético sofrer um infarto chega a 40% a mais nos homens e 50% a mais nas mulheres. Quando a doença se instala, potencializa outras condições de risco, como a pressão alta e o colesterol elevado. "O diabetes é uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido e pronto para causar muitos problemas", aponta o cardiologista do HCor.

Segundo a Dra. Laura Frontana, o diabetes tipo II oferece mais chances para o aparecimento de doenças cardiovasculares , por conta do processo inflamatório arterial causado pelos índices elevados de glicose no sangue. Portanto , além de uma alimentação balanceada e de atividade física regular, o acompanhamento médico adequado também é muito importante. "O controle do peso protege o pâncreas e, assim , não esgota precocemente a sua capacidade de produção de insulina. Embora o diabetes tipo I seja menos frequente e ocorra na infância ou na adolescência, a enfermidade está associada a um problema imunológico com perda da capacidade de produzir insulina pelo organismo. Este tipo de diabetes está menos associado a obesidade, porém quando os níveis glicêmicos não estão adequadamente controlados, ele também oferece riscos para o coração. O portador dessa categoria da doença precisa de insulina diariamente par a controlar a glicose no sangue", esclarece.

Prevenção é o melhor remédio: controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos, bem como realizar refeições em horários regulares são atitudes que podem prevenir o diabetes tipo II, além do controle definitivo da doença e, consequentemente, o bom funcionamento do coração. "Entretanto, em alguns casos, pode ser necessário medicamentos para controlar a glicemia do paciente. Além do paciente diabético ter mais risco de contrair doenças do coração, é necessário cuidado redobrado mesmo após o tratamento. Isso porque sempre haverá tendência de obstruções das artérias. É importante não procurar por ajuda apenas em momentos mais sérios de saúde, mas principalmente, para prevenção de patologias. Se as doenças não forem evitadas poderão trazer consequências muito mais sérias à saúde", orienta Dr. Abrão Cury, do HCor.

As doenças cardiovasculares estão entre as causas mais frequentes de morte no Brasil. Evitar o diabetes significa afastar essa ameaça. E não é difícil seguir esse caminho."Primeiro, é necessário avaliar a presença de fatores de risco, como tabagismo, excesso de gordura abdominal, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras e história de diabetes na família. Quando esses fatores existem, o acompanhamento com um profissional de saúde promove uma melhora gradual no estilo de vida e reduz o risco de desenvolver a doença em cerca de 60%", alerta o cardiologista.

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