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Parceria entre SBOT e governo mineiro pode viabilizar banco de ossos em Belo Horizonte

O presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT, Marco Antonio Percope, acompanhado do presidente da Regional Minas da SBOT, Carlos Cesar Vassalo, e de Glaydson Godinho, acertou uma parceria com o governador Fernando Pimentel, de Minas Gerais, para a criação de um banco de ossos em Belo Horizonte. O banco de ossos deverá atender à demanda tanto de Minas Gerais como de outros estados do Brasil.

A parceria foi acertada nesta segunda-feira (dia 15) no Palácio da Liberdade, onde estiveram presentes o secretário da Saúde, Fausto Pereira dos Santos e o secretário do Planejamento, Helvécio Miranda Magalhães Jr. Na ocasião foi explicada a dificuldade para se conseguir enxertos ósseos tanto para operações ortopédicas como para intervenções buco-maxilo-facial. Atualmente o material tem que ser solicitado a bancos de ossos do Rio de Janeiro ou de São Paulo e transportado congelado por avião, para atender a procedimentos cirúrgicos que por vezes são urgentes. A outra alternativa é transportar o paciente para uma das poucas cidades brasileiras que já contam com o banco de ossos.

O futuro banco de ossos mineiro deverá ser instalado no Cetebio - Centro de Tecidos Biológicos de Minas Gerais, instituição ligada à Fundação Hemominas, que funciona há mais de 30 anos. Trata-se do único hemocentro do país que realizou a opção de trabalhar também na área de outras células e tecidos que não os hematopoéticos, seguindo o modelo e iniciativa tomada por centros de referência no Canadá, através do Hema-Quebéc e na Europa, através do BST/Banco de Sangre e Tejidos da Cataluña.

Este serviço será composto por sete bancos de células e tecidos, incluindo, na área de células o Banco de Medula Óssea (BMO), o Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) e o Banco de Sangues Raros. Na área de Bancos de Tecidos, estão incluídos o Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME), Banco de Pele (BP), Banco de Membrana Amniótica (BMA) e Banco de Tecidos Cardiovasculares (BTCV).

O Banco de Tecidos Musculoesqueléticos visa oferecer material ósseo, em diversas formas de preparo, assim como tendões, ligamentos, meniscos, fáscias e cartilagens para enxertia em pacientes com doenças degenerativas, vítimas de politraumatismo e outras enfermidades, nas áreas de Ortopedia e Odontologia.

Ainda durante a reunião no Palácio o governador autorizou a liberação de verba para o início do processo, com projeto-piloto, levando em conta o aumento da demanda decorrente do envelhecimento da população do Estado. “O aumento da expectativa de vida do brasileiro torna crescente o número de pessoas que necessita de próteses de quadril e joelho e consequentemente de revisões, que levam a grande perda óssea”, explica Marco Antonio Percope. Em muitos desses casos em que o cirurgião constata perda óssea, não basta a colocação de uma prótese para recuperar o paciente, mas é necessário usar material de um banco de ossos para reparar a estrutura desgastada. E o procedimento será muito mais fácil e rápido se os hospitais mineiros contarem com um banco de ossos local.
 

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