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Sociedade Brasileira de Cancerologia esclarece questões sobre fertilidade em mulheres com câncer

Manter a qualidade de vida dos pacientes em tratamento de câncer é de extrema importância, e um dos maiores desafios da medicina. Neste cenário, entra uma questão pouco difundida: a preservação da fertilidade. Prova disso é que pesquisas mostram que quase 80% dos brasileiros desconhecem as opções para manter a fertilidade de pacientes com câncer. Os dados revelam ainda que mais de 60% deles nem se quer sabem que o tratamento pode deixá-los inférteis e, em alguns casos, são irreversíveis.

Entre as mulheres, os cânceres ginecológicos, embora graves, não significam o fim do sonho da maternidade. Se diagnosticados em fase inicial, as chances de cura chegam a 90%, o que pode garantir que expectativas como a da maternidade sejam concretizadas após o tratamento. “É evidente que a cura da doença é prioridade, mas a questão a ser discutida é que o paciente precisa conhecer os fatores de risco existentes e as alternativas para preservá-la. Para isso, são necessárias mais iniciativas educativas para propagar o conhecimento sobre a oncofertilidade”, destaca o cancerologista Robson Moura, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

As opções para engravidar, e as estratégias traçadas para que as mulheres tenham uma gestação de sucesso, variam de acordo com cada tipo de tumor. A recomendação é que a gravidez seja planejada para ocorrer dois anos depois do término do tratamento. Neste período, é importante utilizar métodos contraceptivos. “Para os anticoncepcionais, há uma contraindicação formal. A grande maioria dos tumores é receptor de estrogênio e progesterona, e as pílulas contêm esses hormônios”, alerta Dr. Moura.

Principais tumores

Sem dúvida, o câncer de mama lidera o ranking dos principais tumores que acometem as mulheres. Porém, é importante ressaltar que todos os órgãos do sistema reprodutor feminino são passiveis de desenvolver a doença e merecem atenção. Em prol do Dia Internacional da Mulher, que foi celebrado nesta quarta-feira, 8 de março, o presidente da SBC elencou os principais cânceres e suas causas. Confira!

Colo do útero: na maioria das vezes, está associado ao HPV, e acomete mulheres entre 35 e 45 anos.

Endométrio (corpo do útero): pouca gente sabe, mas é um dos cânceres ginecológicos mais comuns. Desequilíbrios hormonais, diabetes, uso indevido de terapia hormonal são alguns dos fatores de risco.

Vulva: também pode estar relacionado à infecção pelo vírus HPV. Em estágio avançado, provoca coceiras crônicas e o surgimento de úlceras, feridas ou gânglios.

Ovário: fatores genéticos, hormonais e ambientais podem influenciar o surgimento deste tipo de tumor.

Vagina: é o tipo mais raro e representa menos de 1% dos tumores ginecológicos. Os principais sintomas são sangramento e corrimento vaginal anormais, massa palpável e dor durante a relação sexual.

 

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