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Presidente da SOBED esclarece pontos centrais da campanha nacional de prevenção ao câncer colorretal

Ampliar a conscientização da população brasileira a respeito do câncer colorretal (CCR) e estimular a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. Este é o objetivo da campanha Março Azul, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). Para esclarecer os principais pontos dessa iniciativa - pioneira no País -, o presidente da entidade, Ricardo Anuar Dib, explica quais ações estão em andamento e quais as perspectivas do combate à doença no Brasil.

Conforme adiantou o especialista, a campanha da SOBED está direcionada a disseminar informações confiáveis sobre o CCR e a alertar sobre a necessidade de o País estabelecer políticas públicas de saúde direcionadas ao enfrentamento da doença. Neste ano, por meio da articulação com diferentes representantes do Poder Público, a entidade buscará acelerar a instituição de um programa nacional de assistência.

Além disso, para auxiliar na redução dos índices de prevalência do CCR, SOBED aposta em diversos esforços de comunicação, que já estão sendo desenvolvidos. "Informação é poder e precisamos colocar o assunto em evidência nas redes sociais e na imprensa de todo o País", destacou Ricardo Dib.

LEIA, A SEGUIR, A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA:

Em 2021, a SOBED decidiu coordenar a criação do mês de conscientização sobre o câncer colorretal (CCR) no Brasil. Quais ações estão previstas?

Ricardo Dib - A SOBED está promovendo uma série de iniciativas em conjunto com outras sociedades de especialidades que também são, de algum modo, relacionadas com o tema. De forma geral, a campanha Março Azul está direcionada a ações assertivas de comunicação, seja por meio da introdução do assunto na grande imprensa, da utilização das redes sociais da SOBED e dos parceiros, ou da divulgação junto a formadores de opinião, como artistas, esportistas, políticos e empresários. Além disso, também está prevista a organização de um programa de rastreamento do CCR na cidade de Pilar, no estado de Alagoas, que deverá ser divulgado nacionalmente. De todo modo, o objetivo central é chamar a atenção da população, dos médicos e do Poder Público, para destacar a importância da prevenção desta doença, que tem alta prevalência na população brasileira.

Qual a relevância de existir um mês para debater assuntos relacionados a essa doença?

RD - Apenas em 2020, quase 41 mil novos casos de CCR foram estimados no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Considerando esses números, o CCR já é considerado o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres e homens em nosso País, excluindo-se os casos de tumores de pele. Por isso, um mês específico que se relaciona ao CCR é fundamental, pois as atenções se voltam a esse problema específico. Com mais visibilidade, a população recebe mais informações sobre como evitar a doença e, ao mesmo tempo, os nossos governantes são convidados a se sensibilizar e a desenvolver políticas públicas de prevenção.

Qual tem sido o papel da SOBED no debate acerca da importância do diagnóstico precoce da doença? Quais ações foram promovidas nos últimos anos?

RD - Há muito tempo, a SOBED tem trabalhado para conscientizar a população, os médicos e a classe política quanto à importância da prevenção, tanto através da adequação de atitudes pessoais - os chamados hábitos de vida saudáveis -, como também através do rastreamento. Neste sentido, a entidade já promoveu uma série de mutirões em diversas cidades de várias unidades da federação, bem como programas de rastreamento de toda a população de algumas cidades. Além disso, fez contato junto ao Ministério da Saúde e a algumas importantes pessoas do Legislativo visando estimular o desenvolvimento de uma política nacional de prevenção do CCR.

Sabe-se que o CCR é um dos tumores malignos mais frequentes no mundo e um dos que mais mata. No entanto, ainda não há nenhum Programa Nacional de Prevenção de Câncer Colorretal. Qual o papel da SOBED na luta pela criação de um programa como esse?

RD - Esse tema é prioritário para a SOBED e todos os nossos representantes estão empenhados extremamente em mobilizar agentes chaves do Estado para que o Brasil consiga desenvolver um programa nacional. Certamente, políticas desta natureza levarão a uma significativa redução da incidência e mortalidade relativas ao CCR.
O rastreamento da doença é fundamental para que o paciente inicie seu tratamento precocemente. Quais são os grandes desafios para que as cidades/estados consigam fazer esse rastreamento de forma abrangente?

RD - Para o desenvolvimento de programas de rastreamento é necessário que os órgãos reguladores da saúde pública, nos diversos níveis - municipal, estadual e federal -, entendam o grande impacto que estes programas têm. Entendemos que, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura do paciente e menores são os recursos financeiros gastos para o tratamento.

Qual a relevância da participação ativa do médico endoscopista nas atividades do Março Azul?

RD - O médico endoscopista está totalmente envolvido no rastreamento do CCR, tendo em vista que a colonoscopia é uma ferramenta indispensável para o diagnóstico e subsequente tratamento das lesões que antecedem o câncer ou até mesmo do câncer nas suas fases iniciais. Sendo assim, é preponderante a participação dos endoscopistas na divulgação destas informações 

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