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Reabilitação cardiovascular após o infarto: bom para todos?

Beny Schmidt

A doença cardiovascular é a principal causa de óbito no Brasil, superando o câncer e as doenças infecciosas. O sedentarismo e a obesidade são alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardíacas e, infelizmente, os índices são alarmantes em nosso país, com metade da população sem realizar atividade física regularmente e acima do peso.

Os exercícios são fundamentais na prevenção das doenças cardíacas, mas será que eles trazem benefícios também para pacientes que já apresentaram um infarto (ataque cardíaco) ou que possuem insuficiência cardíaca (“coração dilatado e fraco”)? Nestes casos, a atividade física pode ser praticada sem riscos? Quais são os limites?

O conceito antigo era que uma vez que o paciente apresentasse doença no coração, ele deveria ficar em repouso, não carregar peso e evitar trabalhar. Pesquisas recentes têm mostrado exatamente o contrário.

Estes pacientes podem e devem fazer exercícios físicos. Com as atividades, há melhora da capacidade física de trabalho, da força muscular, da flexibilidade e do equilíbrio; redução do peso; e melhora da glicemia, do colesterol e da pressão arterial. E o mais importante: há uma redução de 30% na mortalidade no grupo que faz exercícios físicos regularmente se compararmos com aqueles que permanecem sedentários após o infarto.

Mesmo com diversas pesquisas mostrando estes inúmeros benefícios, apenas 13% dos pacientes internados por infarto são orientados e encaminhados para iniciar um programa de reabilitação cardíaca após a alta hospitalar. Essa é uma realidade triste e cabe a nós incentivar e orientar todos estes pacientes para que esta estatística se modifique. Movimentar-se é sempre bom, mesmo para quem já teve um agravo cardíaco.
 
 
 Beny Schmidt é chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor-adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Beny Schmidt possui larga experiência na área de medicina esportiva, na qual já realizou consultorias para a liberação de jogadores no futebol profissional e atletas olímpicos. Foi um dos criadores do primeiro Centro Científico Esportivo do Brasil, atual Reffis, do São Paulo Futebol Clube, e do CECAP (Centro Esportivo Clube Atlético Paulistano).
 
 

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