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Telemedicina no Brasil: sem medo dos desafios

Esse último ano foi exaustivo. A pandemia provocada pela Covid-19 tornou o isolamento necessário para diminuir a curva de contaminação e não lotar os centros hospitalares. Uma pessoa que vai ao hospital por conta dos sintomas gripais tem mais chance de ser infectada do que a que fica em casa.

Um ano depois do início da pandemia, ainda temos recordes de internações e, apesar da vacina estar em curso, ainda estamos engatinhando em relação à imunização no Brasil. O sistema de saúde está sofrendo em todo o país e manter o isolamento social ainda é um apelo das autoridades, o que torna os serviços de telemedicina indispensáveis, já que eles foram uma ferramenta importante durante todo o ano de 2020.

Desde que foi regulamentada, em abril do ano passado como uma aliada às estratégias de combate e prevenção ao Covid-19, a telemedicina foi responsável por mais de 1 milhão de atendimentos em todo o território nacional, segundo informações do Ministério da Saúde. Isso é um processo democrático, já que o uso da telemedicina cria oportunidades de acesso à saúde e possibilita que a população em geral, tenha acesso a consultas, exames e serviços, mesmo distantes dos grandes centros urbanos.

É a tecnologia à serviço da saúde e da medicina trazendo diversos benefícios às instituições de saúde, profissionais e pacientes e, permite, melhorar o processo de troca de informações entre especialistas e pacientes, longe do consultório, mas com a segurança de dados e com a responsabilidade de disponibilizar ao paciente um tratamento de qualidade.

Para os hospitais as vantagens também são percebidas, já que há a redução de custos, a partir da minimização de deslocamentos, diminuição de impressões de materiais e, além disso, possibilita também o aumento da produtividade reduzindo assim o tempo na fila de espera trazendo conforto e segurança ao paciente que só terá que se deslocar em casos de urgência.

As vantagens de atendimento on-line

A telemedicina permite que os médicos realizem consultas on-line, telecirurgias, telediagnósticos, promovam juntas médicas, entre outras formas de atendimento à distância.

Em um primeiro momento, isso gerou um certo receio, devido à cultura brasileira de ter uma necessidade do atendimento presencial como padrão. Porém, hoje diante das necessidades de ampliação do atendimento médico de urgência por conta da pandemia, a telemedicina é uma realidade inquestionável; com atendimentos básicos, percebe-se um ganho de escala - muitas vezes o paciente só quer tirar uma dúvida e, pela consulta online, ele consegue obter essas informação com segurança e agilidade.

Precisamos de médicos bem preparados para lidar com essa nova realidade, os ganhos serão muito maiores do que as perdas. Os pacientes ficarão longe das temidas e longas filas dos postos de atendimento e, também das burocracias dos planos de saúde. Por meio de plataformas, a conexão com os profissionais é rápida e sem dificuldade.

Sabemos que o caminho é longo, porém cheio de bons indicativos

Este é um momento crucial para reduzir o número de atendimentos nas estruturas físicas dos hospitais. As estatísticas mundiais que cuidam de analisar os índices da saúde no mundo estimam que cerca de 80% dos atendimentos em prontos-socorros poderiam ser resolvidos em consultas convencionais e à distância. Com a tecnologia, por meio da telemedicina é possível expandir a capacidade de atendimento e evitar a superlotação dos hospitais.

Ainda é cedo para se falar no futuro da telemedicina no Brasil, já que ela ainda está caminhando e segue hoje de forma emergencial por conta da Covid, mas alguns sinais já são visíveis, como a maior disponibilização de equipamentos de diagnósticos a preços mais acessíveis, além do desenvolvimento de instrumentos para telehomecare.

Assim como o médico da família já vinha sendo adotado tantos pelo SUS como pelas fontes pagadoras, a telemedicina pode ser uma ferramenta essencial para desafogar o sistema público de atendimento e para trazer mais eficiência aos processos de triagem e tratamento.

Por ora, o desafio maior está fincado em dois pilares: na resistência das pessoas ao tratamento on-line e a regulamentação final oficializada pelos órgãos competentes. Se conseguirmos derrubar esses dois entraves, a telemedicina se tornará a grande revolução da medicina. E em pouco tempo.

Vitor Moura é CEO do VidaClass

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